quarta-feira, 15 de maio de 2013

Oriente Médio 2


Oriente Médio

Verdadeiro ponto de contato entre Ásia e África, o Oriente Médio ocupa o sudeste do continente asiático. Abrange áreas que vão da Turquia, a oeste, até o Afeganistão, a leste, mais correto chamar a região de Ásia Ocidental.
Os países que formam o Oriente Médio são: Israel, Jordânia, Síria, Líbano, Iraque, Irã. Na península Arábica, localizam-se a Arábia Saudita, Kuweit, Iêmen, Omã, Barein, Catar e Emirados Árabes. Chipre (ilha do Mediterrâneo) também pertence ao Oriente Médio.
 1. Características Físicas
Relevo
· planaltos e cadeias de montanhas ao Norte, abrangendo áreas do Irã, Afeganistão e Turquia; (planalto da Armênia, planalto do Irã, Elburz, Montes Zagros, até o Hindukush);
· planalto da Arábia, que ocupa a maior parte da península Arábica;
· planalto da Anatólia na Turquia;
· planície da Mesopotâmia, principal da região localizada na Síria e principalmente no Iraque. É formada pelos rios Tigre e Eufrates.
 Climas
A maior parte do Oriente Médio apresenta o predomínio de clima desértico (árido). Nas áreas periféricas litorâneas, o clima é subtropical e mediterrâneo.
 Vegetação
Predomínio de desertos, na maior parte da região, e estepes.
 Hidrografia
· rios Tigre e Eufrates, que deságuam no golfo Pérsico e formam a planície da Mesopotâmia;
· rio Jordão (na Jordânia, que deságua no mar Morto.
A maior parte dos rios regionais são intermitentes, (UEDS) apresentando uma drenagem endorréica (deságuam em lagos interiores).
 2. Divisão Política
O Oriente Médio conta com dezesseis países independentes e uma região autônoma semi-independente.
Podemos regionalizar esses países da seguinte forma:
· Na península da Anatólia encontramos a Turquia, que ainda possui um pequeno distrito de seu território na península Balcânica, a Turquia européia, em torno de Istambul (antiga Constantinopla).
· Na região do Levante ou fachada mediterrânea da penísula Arábica encontramos o Líbano (N) e Israel (S) no litoral e a Síria (N) e a Jordânia (S) no interior.
Dentro de Israel, na região da Cisjordânia (margem ocidental do rio Jordão) e na Faixa de Gaza (fronteira com o Egito) é onde se localiza a região autônoma dos árabes palestinos, que é governada pela autoridade palestina, antiga OLP, desde 1995, com capital em Jericó.
· Na península Arábica localizam-se a Arábia Saudita, (centro), o Iêmen (Sudoeste), Omã (Sudeste) e os "Emirados do Golfo Pérsico". Do lado árabe desse golfo estão os Emirados Árabes Unidos (uma pequena federação de 6 emirados), Bahrein, Qatar (ou Catar) e o Kwait, nessa ordem de sul para norte.
· Na planície da Mesopotâmia está o Iraque, cuja única saída para o golfo Pérsico é o Chat-el-Arab - pequeno estreito na desembocadura dos rios Tigre e Eufrates.
Essa região foi o motivo da sangrenta disputa entre o Iraque e o Irã, que quis tomá-la em 1976. Em 1980 o Iraque foi à guerra contra o Irã pelo Chat-el-Arab, sendo que guerrearam até 1988, com a região voltando ao Iraque. Esse conflito ficou conhecido como "Guerra Irã-Iraque" ou 1ª Guerra do Golfo.
A "outra" ou 2ª Guerra do Golfo, mais conhecida como "Guerra do Golfo, ocorreu em 1990-91. Dessa vez o Iraque, pressionado pela sua imensa dívida externa (US$ 80 bilhões) contraída no conflito anterior, pela queda dos preços petrolíferos a partir da 1986, pela posição pró-ocidental do Kwait, que ajudava os preços petrolíferos caírem com maior produção, e para conquistar o "Status" de potência regional - invadiu o Kwait em agosto de 1991, anexando-o como mais uma "província".
Os grandes parceiros internacionais do Kwait, sobretudo os grandes compradores do petróleo kwaitiano: EUA, Reino Unido, França e mais de quarenta países "aliados", inclusive a Arábia Saudita, invadiram o Kwait e expulsaram os iraquianos.
O Iraque ficou sob vigilância a partir de então e passou a ter que enfrentar um embargo comercial que durou até 1996. Além disso, teve suas instalações constantemente inspecionadas para evitar a fabricação de armas químicas e nucleares.
· A Pérsia, atualmente designada Irã, é o mais extenso país da Ásia Ocidental e um dos maiores produtores de petróleo do mundo.
Foi uma ditadura monárquica até 1979, quando o último Xá (imperador), Mohamed Reza Pahlevi, foi deposto pelo movimento religioso xiita (fundamentalista islâmico) liderado pelo Aiatolah Muholah Komeini, que implantou uma ditadura regiliosa - Uma "República Islâmica" que prevê a aplicação do Alcorão ao pé da letra como lei do Estado.
Responsável por uma política antiocidental e de apoio ao fundamentalismo islâmico radical, financiou e financia grupos extremistas no Egito, Argélia (FIS e GIA), Líbano (Jihad) e Palestina (Hezbolah).
Enfrentou o Iraque numa guerra sangrenta - guerra Irã-Iraque de 1980-88, causando 1 milhão de vítimas para cada lado e isolou politicamente o país no mundo.
3. Povos e Religiões
· Os Árabes e o Islamismo
O Oriente Médio apresenta uma enorme diversidade de povos apesar da predominância dos árabes (povo de origem semita), que são a grande maioria e que conseguiram uma "arabização" de vários povos graças à conversão ao islamismo no passado.
O islamismo foi um fator de unificação cultural de muitos povos não só da Ásia Ocidental, mas também no norte da África, Ásia Central, Índia e Sudeste Asiático.
Trata-se da religião professada por Maomé, tido como último profeta do Deus Único, Alá. Seus lugares santos são Meca e Medina, ambos na Arábia Saudita - cidades religiosas do Islã, para onde se dirigem peregrinos de todos os países islâmicos.
Existem duas seitas no islamismo:
· Os xiitas, que são fundamentalistas e exigem uma fusão entre as leis do Estado e as leis religiosas, tendo uma interpretação ao pé da letra do Alcorão.
Os sunitas, que são moderados, além do Alcorão adotam como livro sagrado a Suna, que resume os feitos da vida do profeta Maomé, e aceitam a separação entre o Estado e a religião.
Os xiitas são maioria apenas no Irã, onde representam 98% da população. Nos demais países islâmicos os sunitas são predominantes.
No entanto, a crise econômica e a insatisfação com o modelo ocidental adotado em muitos países têm feito o fundamentalismo - o islamismo radical - ganhar adeptos em muitos países islâmicos sunitas, sendo que vários grupos terroristas se formaram com ajuda do Irã.
Os iranianos não são árabes étnicos e sim persas ou patamis ( não são semitas, mas indo-europeus).
Etnicamente falando, além dos árabes, turcos, curdos, drusos, persas, patamis, afeganis, assírios habitam a região que chamamos Ásia Ocidental e são adeptos do islamismo.
 · Os Judeus e o Judaísmo
Os judeus são semitas assim como os árabes, mas desde os primórdios de sua história (IV ou III a.C.) seguem o monoteísmo apregoado pelo patriarca Abraão e disciplinado por Moisés (crêem basicamente no Velho Testamento bíblico).
Os judeus criaram um núcleo étnico-religioso e cultural a partir da crença num só Deus, criador do céu e da terra, sem forma e todo-poderoso.
Esse monoteísmo básico distinguiu os judeus na Antiguidade e, posteriormente, inspirou o cristianismo e o islamismo.
Os judeus são maioria (84%) apenas no Estado de Israel, mas, devido às perseguições, abrigaram-se em diversos países da Europa e América no passado.
 · Outros povos e crenças
Cristãos existem em todos os países da Ásia Ocidental, mas em mínima proporção, assim como zoroastristas no Irã, onde são cada vez menos numerosos. Destacam-se os armênios da Turquia, que são cristãos e, por isso, foram muito perseguidos no passado, tendo sofrido um verdadeiro genocídio (cerca de 3 milhões de mortos) em 1915, por serem considerados inimigos do Império Turco - Islâmicos.

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