quarta-feira, 15 de maio de 2013

Europa - Aspectos Físicos 2


Europa : Aspectos Físicos

O continente europeu pode ser encontrado no hemisfério norte, acima do trópico de Câncer, limitando-se com a Ásia nos Montes Urais, na Rússia. Esses dois continentes formam um só bloco continental conhecido como Eurásia. A oeste temos o oceano Atlântico e ao norte o Glacial Ártico. A Europa é separada do continente africano, ao sul, pelo mar Mediterrâneo. Com uma área de aproximadamente 10 500 000 km2, ocupa cerca de 7% do planeta e se caracteriza por uma grande variedade étnica, cultural e política. Possui um litoral extremamente recortado, surgindo penínsulas, ilhas e mares internos, fazendo do litoral europeu um dos mais extensos do mundo. Predominantemente baixo, esse continente tem algo em torno de 375 metros. Vejamos o mapa para localizarmos seus principais relevos:
 Por questões didáticas, podemos dividir as em três porções:
- O norte do continente é formado principalmente por montanhas de formação antiga, bastante desgastadas pela erosão, de baixas altitudes e de perfil suave devido ao prolongado desgaste. Tem em média 2 000 m de altitude. Temos, como exemplo, os Montes Peninos (Inglaterra), os Montes Urais (Rússia), os Alpes Escandinavos (Suécia e Noruega).
- No centro do continente europeu temos o amplo predomínio de planícies, que se estendem do mar do Norte até os Urais. De origem sedimentar, entremeiam as elevações do norte e do sul. Temos aí a presença da Bacia Parisiense, Bacia Londrina, Planície Germano-Polonesa, Planície Russa, entre outras.
- Já na sua porção meridional, a Europa possui montanhas recentes, formações terciárias resultante de dobramentos, que atingem grandes altitudes como os Alpes (Suíça), Pirineus (Espanha), Apeninos (Itália), Bálcãs (Grécia), Cárpatos, e outros. Temos na porção sul um vulcanismo recente e ainda ativo em alguns pontos (principalmente na Grécia e na Itália).
Vários fatores contribuem para a formação climática da Europa: latitudes entre 34° N e 75° N garantem um clima predominantemente temperado, inclusive colocando o extremo norte do território dentro do círculo polar ártico. A Gulf Stream (Corrente do Golfo) também é um fator importante para a formação climática, uma vez que se encontra com todo o litoral atlântico do continente, transferindo seu calor para os países que possuem litoral aí. A massa de ar quente conhecida como Simum sopra do norte do continente africano (Saara) e banha o litoral mediterrâneo, criando um clima seco e quente conhecido como mediterrânico. A combinação desses fatores cria os climas:
Polar e subpolar: no extremo norte, esses climas se caracterizam pelo rigor. A neve está presente de 7 a 12 meses do ano.Isso torna essa região de difícil aproveitamento e ocupação.
Temperado continental: com invernos muito rigorosos, essa região é coberta por neve por cerca de 6 meses do ano. As grandes distâncias das porções oceânicas e as elevadas altitudes fazem a temperatura variar de +20 no verão para -20 no inverno.
Temperado oceânico: é amenizado pela passagem da Gulf Steam, dando invernos menos rigorosos, mas com a presença de 3 ou 4 meses com neve. Possui uma umidade razoável devido à maritimidade. Cobre boa parte da chamada Europa Ocidental.
Mediterrânico: com verões quentes e secos e invernos amenos e sem neve, é a porção mais quente do continente europeu. Ocorre ao sul das elevações do relevo meridional, quando estas bloqueiam os ventos secos que surgem da África.
Já a vegetação européia acompanha a variação climática do continente, uma vez que ela muda de acordo com o calor, a água e o tipo de solo da região onde ocorre. Vale lembrar que devido à intensa pressão econômica e demográfica a que essa vegetação foi exposta , devido à antiguidade dessa ocupação, ela já se encontra em adiantado estado de devastação. No extremo norte encontramos a Tundra, vegetação baixa, formada principalmente por musgos e liquens, durante o curto verão do clima subpolar. As florestas coníferas surgem em todo o interior, principalmente na Rússia, onde é conhecida como Taiga. São árvores adaptadas aos rigorosos invernos dessa região de clima continental. A floresta temperada, também conhecida como Caduca, ocorre perto do litoral atlântico, onde a umidade é maior e o inverno mais curto e menos rigoroso. Podemos encontrar árvores de grande porte, porém relativamente distantes umas das outras, dando um caráter aberto para essa vegetação. O Maquis e o Garrigue são encontrados na Europa Mediterrânica. Trata-se de uma vegetação xerófila, adaptada aos verões quentes e secos dessa parte da Europa. Existe ainda nas porções próximas às regiões secas encontradas em direção à Ásia as formações de Estepes, que se assemelham aos campos, mas são formadas por herbáceas ressecadas e em forma de "tufos".
 Quanto à hidrografia, a Europa é bem servida por rios, a maioria de regime nival, mas que são comprometidos pela pequena extensão do continente, possuindo um reduzido potencial energético, mas que é bem explorado onde se faz possível. Estes rios são muito utilizados para o transporte de mercadorias e matéria-prima, tendo, portanto, aí sua maior importância. O maior rio do continente é o Volga, que nasce na Rússia (planalto de Valdai) e morre no mar Cáspio (também na Rússia) após percorrer 3 560 km, corta os principais centros industriais do país e é muito navegável. O Reno, apesar de curto (1 326 km), se destaca pelo intenso tráfego de barcos, ligando o parque industrial alemão com o porto de Roterdã ( o maior e mais movimentado do mundo ). O Danúbio percorre 2 900 km. e corta sete países, além de três capitais, e por isso é conhecido como rio "internacional". O Ródano nasce nos Alpes e corre pela França, onde passa por Lyon e deságua ao lado de Marselhe. O rio forma na Itália uma próspera região industrial, além de irrigar importantes campos de triticultura. Vários rios ficaram conhecidos por cortar capitais nacionais. É o caso do Sena (Paris), do Tâmisa (Londres) e do Tejo (Lisboa). Importante é lembrar que todos esses rios estão integrados à economia das regiões por onde passam.

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