quarta-feira, 15 de maio de 2013

Europa - Aspectos Econômicos


Europa : Aspectos Econômicos

Até a Primeira Guerra Mundial, a Europa era hegemônica a nível de economia e política mundial. O fortalecimento de novas nações emergentes e o enfraquecimento do velho quadro colonial trouxeram para o europeu a concorrência que ele nunca tinha visto antes. A Segunda Guerra Mundial consolidou o crescimento norte-americano e soterrou as velhas potências européias que assistiram passivamente à perda da hegemonia para uma ex-colônia inglesa - os E.U.A. Diante deste quadro, a Europa não se entregaria, e tentaria lutar de todos os modos pela sua recuperação no cenário internacional. Após experiências e tentativas, a Europa encontrava uma tática para sua recuperação: a união. Organizações supranacionais iam dar a tônica européia nos anos 60 e 70, até que os anos 80 trouxeram um mercado comum que merecia respeito de todos e apontava para uma retomada da posição de destaque. Mais do que êxito, a Europa teve com o M.C.E. a resposta para seus problemas: se quisesse novamente recuperar a hegemonia mundial, teria que superar suas divergências internas e partir para uma unificação regional jamais suposta antes. Essa unificação, veremos nos próximos módulos, mas as bases econômicas que a possibilitaram serão analisadas agora. Vejamos as características econômicas européias :
setor primário: O setor primário da economia européia caracteriza-se por uma séria falta de espaços adequados para a realização de uma agropecuária compatível com o padrão europeu. Os espaços agrícolas são reduzidos e a qualidade dos solos deixa a desejar. No entanto, com o emprego de técnicas adequadas, as dificuldades naturais vão sendo vencidas e o continente passa a se destacar. Grandes capitais passam a ser empregados nesse setor e a mecanização ocupa o lugar da mão-de-obra. O minifúndio é uma característica dessa agropecuária que envolve grandes capitais e consegue altos índices de produtividade. Devido aos climas predominantemente temperados, os cereais tomam o destaque deste setor. Todos os países têm no trigo e na beterraba os seus grandes destaques. A partir daí, cada país tem o cultivo que lhe é de agrado.O alemão planta a batata e cria o suíno nas terras que lhe sobram após a ocupação do trigo e da beterraba. O inglês prefere, após os cultivos básicos, a aveia e o centeio. A nível da pecuária, destaca-se a pecuária bovina intensiva (gado leiteiro) e a ovinocultura (para lã). A pecuária também se destaca pela alta tecnologia empregada e pela alta produtividade conseguida. A produção de laticínios é uma das maiores do mundo.
setor secundário: O setor secundário da Europa caracteriza-se por ser o "berço"da Revolução Industrial e, por conseqüência, do capitalismo moderno. Sem dúvida, a indústria européia foi muito facilitada pelos recursos naturais encontrados no continente. O carvão mineral é a base da produção de energia e é amplamente encontrado nas planícies que cortam o centro do continente (Alemanha, Rep. Tcheca, Polônia). O ferro surge nos afloramentos cristalinos como na Suécia e na França. O alumínio é encontrado na Grécia, e o petróleo aparece em pequena quantidade no mar do Norte, entre a Inglaterra e a Holanda. Já o transporte dos produtos industrializados é feito através dos rios. Esse transporte eficaz e barato é um dos motivos do sucesso dessa indústria que já foi a maior e mais importante do mundo. Vejamos agora alguns destaques dessa economia industrial:
Rússia: A grande riqueza mineral do imenso território soviético foi a principal responsável pelo notável desenvolvimento industrial do país. Com enormes quantidades de petróleo, carvão, ferro e manganês, a indústria soviética passa hoje por sérios problemas de readaptação após o fim da experiência socialista. As multinacionais são vistas como saída para a modernização do parque industrial e a estagnação e o desemprego são altos e preocupam. De qualquer forma a indústria soviética ainda merece destaque, gerando recursos em maior quantidade que nos demais países europeus. Destaca-se a região de Moscou, com uma grande produção no setor siderúrgico, automobilístico, têxtil, eletrônico e químico. São Petersburgo destaca-se na indústria ferroviária e química, além da naval. Tchellabinsk é importante centro petroquímico. A porção asiática do país é ocupada por uma indústria siderúrgica e mecânica incentivada pelo governo na tentativa de descentralização durante os anos 60.
Alemanha: Esse país foi muito ajudado em sua industrialização pela combinação de dois fatores: a indústria de origem familiar (Konzern) e a grande quantidade de carvão mineral de excelente qualidade (antracito) encontrado no vale do rio Ruhr. Assim , o carvão torna-se a principal fonte de energia e importante matéria-prima. Munich é importante centro automobilístico e químico. Berlin concentra a indústria automobilística e siderúrgica. Dresdem é importante centro mecânico. Hamburgo e Bremen são centros navais de destaque. Frankfurt e Stuttgart destacam-se pela indústria automobilística. Vale lembrar o transporte fluvial desenvolvido no eixo Reno-Ruhr, ligando a mais importante região industrial alemã ao porto de Roterdã na Holanda (a principal porta da Europa). Hoje a Alemanha surge como o "carro chefe" da economia européia.
França: A França destaca-se por sua posição estratégica na Europa, tendo saída para todos os lados (Mar do Norte, Atlântico, Mediterrâneo) e se destacando por possuir ferro (Lorena-Alsácia) e alumínio (Marselha). Com isso a França desenvolveu uma respeitável indústria, destacando-se a região de Paris, na bacia parisiense, onde temos as indústrias automobilística, siderúrgica e mecânica. Em Lyon temos a indústria química e em Marselha a indústria aeronáutica. Nantes concentra a indústria naval do país.
Itália: A indústria italiana concentra-se em sua porção norte, no vale do rio Pó, que abriga cidades como Turin, Milão, Bergamo, Parma, Bolonha e Ravena. É o coração econômico da país. Entre os Alpes e os Apeninos, essa região conta com um alto potencial hidrelétrico e abriga indústrias siderúrgicas, mecânicas e automobilística, além da química e da alimentícia. A indústria italiana conhece hoje um dos maiores crescimentos da Europa.
Reino Unido: Corresponde à mais antiga economia industrial do mundo. Foi onde surgiu a economia moderna e industrial. Com pólos industriais muito importantes como: Manchester (têxtil), Liverpool e Bristol (siderurgia), Londres (automobilística) e New Castle (naval). Temos ainda importantes centros em outros países do Reino Unido, como Belfast (Irlanda) na indústria siderúrgica e naval; e Glasgow (Escócia) na indústria têxtil e mecânica.

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