quarta-feira, 15 de maio de 2013

China - Aspectos econômicos


China - Aspectos Econômicos

A Agropecuária
A população da China é predominantemente rural (70%), o que indica forte dependência agrícola.
A partir de 1949, depois da introdução do regime socialista, foi iniciada a reforma agrária. De um total de 100 milhões de hectares, 50 foram distribuídos a 70 milhões de famílias. Essa medida não deu os resultados esperados. Assim, em 1953, foram criadas as cooperativas agrícolas, agrupando os camponeses.
Em 1958, surgem as comunas populares, resultantes da fusão de cooperativas. Passa-se ao agrupamento de aldeias, reunindo cada comuna cerca de 40 000 a 50 000 pessoas.
A comuna popular adquire também funções mais amplas, como: função industrial, administrativa, educacional, social e militar.
Fazem parte do quadro das comunas: hospitais, escolas, creches, fabricação de utensílios agrícolas, centro de pesquisas, etc., tornando-se, desta forma, uma unidade auto-suficiente.
Os resultados foram de descontentamento geral dos camponeses e desorganização da produção agrícola. Atualmente, procuram descentralizar as comunas para atenuar a crise agrícola e atingir melhores resultados.
As maiores dificuldades são:
- insuficiência de adubos e máquinas agrícolas;
- erosão dos solos, baixos rendimentos.
 Principais Produções Agrícolas
- Os cereais constituem as mais importantes culturas da China, ocupando 70% da área ocupada. Dentre os cereais cultivados, destacam-se o arroz (vale do Yang-Tsé e Sin-Kiang) e o trigo (Mandchúria e vale do Hoang-Ho).
- Com relação às outras culturas, destacam-se, no Centro-Norte, a beterraba e a soja; no Centro-Sul, o chá, o algodão e a cana-de-açúcar.
- Quanto à pecuária, merecem destaque os animais de pequeno porte, como suínos e aves.
 Recursos Naturais
No que diz respeito aos recursos naturais, pode-se dizer que a China é bem dotada:
- carvão: subsolo da Mandchúria;
- petróleo, gás, urânio: subsolo do planalto do Sin-Kiang;
- ferro: subsolo do rio Azul e na Mandchúria.
- Observação: China Oriental - carvão e ferro; China Ocidental - petróleo e minérios radioativos.
 Industrialização:
Tais recursos, aliados a um forte apoio governamental que se fez sentir nas prioridades estabelecidas nos Planos Quinqüenais, possibilitou intenso processo de expansão industrial.
Através dos planos quinqüenais, houve, inicialmente, uma valorização do setor industrial (Primeiro Plano: o investimento chegou a 55% do total dos recursos empregados na economia). Dessa forma, houve aumento da produção de eletricidade e criação de complexos siderúrgicos.
Mais tarde, a agricultura passa a ser considerada como base da economia, e a indústria como fator moderador.
Embora apresente um desenvolvimento menos sensível que a indústria, a agricultura constitui o setor prioritário da economia chinesa.
 Comércio
As maiores relações comerciais da China têm sido com o continente asiático. Mais recentemente, o Japão vem assumindo lugar de destaque no comércio chinês.
Exporta: matérias-primas; importa: manu-faturados.
 Transportes
A China é um país com insuficiência de transportes terrestres, o que tem prejudicado muito o seu desenvolvimento. Existe a predominância de ferrovias sobre rodovias.
Devido à nevegabilidade dos rios, o tráfego fluvial é muito intenso.
No transporte interno, nota-se o predomínio das "bicicletas", sendo denominado de país das bicicletas.
A República Popular da China, na atualidade, faz abertura ao mundo ocidental, recebendo influências em tecnologia, transportes, cultura, etc.
 A Evolução Econômica
Após a Segunda Guerra Mundial, a República Popular da China recebeu importante ajuda técnica e financeira da URSS (1948 - 1960) para a sua industrialização. A partir de 1960, por diversas razões (inclusive, ideológicas), essa ajuda cessou.
Planos Qüinqüenais: são planos do governo da República Popular da China preestabelecidos de cinco em cinco anos para um desenvolvimento, implantações e produções industriais.
 Planos:
- Primeiro Plano: 1953 - 1957
- desenvolvimento da indústria pesada;
- formação de quadro técnico; e,
- mão-de-obra especializada, qualificada e produtiva.
- Segundo Plano: 1958 - 1962
- incremento à indústria pesada, química, máquinas, ferramentas, hidrelétricas, termelétricas, à agricultura.
- foi interrompido pelo grade salto e seguido pelo plano do reajustamento.
 O Grande Salto à Frente (1958 - 61)
Interrompeu o Segundo Plano deixado pelos soviéticos e propôs a coletivização agrícola baseada nas comunas populares e na industrialização alternativa do campo.
Foi um fracasso completo, a fome voltou à China; seguiu-se o reajustamento.
 O Plano do Reajustamento (1961 - 65)
Foi uma tentativa de recuperação do Grande Salto, mas também fracassou por insuficiência técnica.
Mao Tsé-Tung, para escapar às pressões do Partido Comunista, desencadeou a Revolução Cultural.
Após essa triste experiência que vai ser efetivada, houve uma tentativa frustada de se voltar ao padrão soviético de industrialização com o Terceiro e o Quarto planos Qüinqüenais.
Esses duraram de 1966 - 70 e de 1971 - 75.
Quando Mao Tsé Tung, o líder supremo da China morreu em 1976, um sexto plano estava preparado, mas foi interrompido pela abertura econômica a partir de 1978.
A política de Deng Xiaoping vai promover o retorno dos investimentos capitalistas à China a partir de 1980.
Em 1986 garante as reformas econômicas por 1 século e prepara-se para retomar Hong Kong em 1997, quando cessará o domínio britânico sobre esse porto.
Com isso a China torna-se uma das mais atrativas áreas de investimentos do mundo e a economia que mais cresceu no mundo nos últimos 16 anos: cerca de 12% ao ano.
 A China Nacionalista e Capitalista
Taiwan: situada no litoral sudeste da China, a 135 km do continente, a ilha de Taiwan ou Formosa (nome dado pelos portugueses), constitui, desde 1949, a República da China, fundada pelo governo anticomunista, e garantida por forças americanas. Seu líder fundador é Chiang Kay Check.
Com uma área de 36 000 km2 (um pouco menor que o estado do Rio de Janeiro), Taiwan possui um relevo montanhoso, com altitudes de quase 4 000 m na porção oriental, e extensas planícies na fachada voltada para o continente. Nessas planícies, concentra-se a maior parte da população, constituída essencialmente de chineses, colonizadores da ilha nos séculos XVII e XVIII, e refugiados, após a revolução. A população atinge 18 milhões de pessoas, do que resulta uma elevada densidade demográfica (490 habitantes/km2).
O clima é bastante úmido e quente (cortada ao sul pelo Trópico de Câncer), o que explica a predominância das culturas de arroz, cana-de-açúcar, chá, banana, abacaxi. Das florestas, extrai-se a cânfora.
A ajuda econômica dos Estados Unidos possibilitou a criação de indústrias, algumas já introduzidas pelos japoneses durante a ocupação da ilha (1895 - 1945). Os recursos naturais são modestos (algum petróleo, carvão, potencial hidráulico, ouro), mas vêm sendo aproveitados. Dentre as principais indústrias, citam-se as têxteis, mecânicas e produtos alimentares. Hoje taiwan é um dos "Tigres" exportadores da Ásia.
Taipeh (1,2 milhões de habitantes) é a capital política e o principal centro urbano e econômico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Fico muito agradecido pela sua visita.
Me perdoe não poder responder às suas perguntas.
Se gostou e quiser elogiar ou criticar positivamente, ficarei agradecido e até envaidecido.
Se não gostou, não há necessidade de expor sua ira, frustrações ou ignorância escrevendo grosserias. Simplesmente procure outro material na internet.
Forte abraço!
Prof. Miguel