terça-feira, 14 de maio de 2013

África - Relevo e hidrografia


África - Relevo e Hidrografia

Quadro Natural
As Grandes Regiões Naturais Grandes Paisagens Africanas
Introdução
O continente africano possui uma área total de 30 250 000 km2, tendo territórios nos dois hemisférios: é cortado pelos dois trópicos (Câncer e Capricórnio) e pelo Equador, é banhado por dois mares (Mediterrâneo e Vermelho) e dois oceanos (Atlântico e Índico)
 Relevo
O relevo africano é bem diferente do europeu e do asiático. A África constitui uma extensa plataforma tabular, dominada por terrenos cristalinos e planaltos, aos quais se associam inexpressivas cadeias montanhosas.
As cadeias montanhosas localizam-se em áreas bastante restritas: ao norte a cadeia do Atlas, com altitudes superiores a 4 000 metros, sendo Djebel-Tamjudth, no Marrocos, o ponto mais alto (4 500 m): nas proximidades do golfo da Guiné, na África Ocidental, o maciço dos Camarões; nas imediações do mar Vermelho, o maciço da Etiópia: na porção Oriental, o maciço da África Oriental, com as maiores altitudes do continente: Kilimandjaro (6 000 m); Ruwenzori (5 500 m) e Quênia (5 000 m); finalmente, no sul, cadeia do Cabo.
Na parte oriental do continente, situa-se a mais extensa fossa tectônica ou graben (uma série de falhas lineares no terreno) da terra: a fossa africana. Aí estão diversos lagos, como o Niassa, o Tanganica e o Rodolfo. No resto do continente predominam os planaltos de baixa altitude, as planícies e algumas depressões.
 Hidrografia Localização dos principais rios.
A África apresenta poucos "grandes rios", isso porque seu formato contínuo de "continente maciço" e o predomínio de um relevo planáltico tabular determinam grande continentalidade climática. Uma predominância de climas secos ou tropicais que alternam estações úmidas e secas, não permite grande profusão de águas pluviais e os rios se tornam raros, exceto no centro onde há o clima equatorial úmido.
 Rios
I. Nilo: é o mais extenso rio da África, com
6 670 km de curso.
Nasce no lago Vitória, descendo de uma altitude de 1 200 m.
Atravessa Uganda, Sudão e Egito. O Nilo atravessa terras tropicais e desérticas, percorrendo cerca de 2 000 km sem receber um único afluente depois do tributário rio Atbara. O regime do Nilo depende das chuvas de verão e suas cheias atingem a maior altura em setembro (7 a 8 m): com as suas inundações, o solo egípcio recebe magnífico adubo - sem o que jamais teria existido a antiga civilização egípcia do baixo Nilo. Desemboca em forma de delta onde aparecem duas cidades importantes, Alexandria e Cairo. Atualmente, no Egito, duas represas controlam suas cheias, fornecendo energia elétrica: ASSUÃ e ASSIUT.
 II. O Congo: também chamado Zaire, é o segundo do mundo em volume de água, com cerca de
60 000 m3/s, só menor que o Amazonas. O Congo nasce no sul do Zaire, com a junção de vários rios ao rio Luluaba, dirige-se para o norte e depois oeste, desaguando no Atlântico, por Angola.
O Congo obedece ao regime das cheias constantes pois está na África Equatorial, onde os índices pluviométricos são elevados o ano todo (2 500 mm), existindo pouca variação na sua vazão.
 III. O Niger: nasce com o nome de Dojliba, no extremo oeste da África, sobre as terras altas de Futa Djalon, percorrendo 4 200 km, deságua no Atlântico através do golfo da Guiné, formando um delta peninsular.
 IV. O Zambeze: nasce em Angola e deságua no canal de Moçambique, no oceano Índico, entre o continente e a ilha de Madagáscar. Possui as famosas cataratas de Vitória (Victória Falls), com 120 m de altura por 2 km de largura, situadas no Zimbabwe (ex-Rodhesi). No território de Moçambique fica a maior barragem hidroelétrica africana: Cabora Bassa.
O Zambeze possui 4 200 km de extensão.
 Além desses rios que formam as principais bacias hidrográficas africanas, existem outros menos extensos que nascem nas áreas não muito interiores, atingindo a vertente das costas africanas, desaguando no mar como o Senegal, o Gâmbia, o Volta, o Orange, o Limpopo. Esses formam as bacias costeiras africanas.
Outros têm drenagem endorréica, para dentro do continente, desaguando em depressões, lagos ou pântanos como o Chari, que deságua no lago Tchad e o Ocavango, que desaparece nos pântanos intermitentes de Botswana.
 Os Lagos Tectônicos ou Grandes Lagos Africanos
A África Oriental é muito rica em lagos de origem tectônica, formados pelo acúmulo de águas em fossas tectônicas (do tipo graben). Dentre os mais importantes estão o lago Vitória, com 68 000 km2, maior lago africano e o segundo do mundo, seu outro destaque é o Tanganica, com 32 000 km2, segundo maior da África e sexto do mundo, e o Malawi (antigo Niassa), com 29 000 km2, terceiro da África e nono do mundo.
Existe, na mesma região, um grande número de lagos tectônicos menores, como o Alberto, o Rodolfo, o Edward, também importantes.

Um comentário:

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Prof. Miguel