terça-feira, 14 de maio de 2013

África - aspectos humanos e políticos


África - Aspectos Humanos e Políticos

Os Povos da África
1. Aspectos Humanos
Em seus 30 milhões de km2, a África possui uma população avaliada em pouco mais de 728 milhões de habitantes (22 hab./km2). Reparte-se de maneira muito desigual: se os desertos e as florestas densas constituem vazios de população, outras áreas existem (como o baixo Nilo) onde as cifras chegam a ser impressionantes, pois atingem mais de 700 habitantes por quilômetro quadrado.
 As Diferentes Etnias
a) Os Povos Brancos: os povos brancos dominam a África do Norte e parte da África Oriental, existindo minorias (descendentes dos colonizadores europeus) por todo o continente.
I. Camitas: representados pelos bérberes-mouros, tuaregues-felás, núbios, abissínios galas e somalis;
II. Semitas: árabes e judeus.
 b) Os Povos Negros: ao Sul do Saara dominam os povos negros, de grandes e pequenos grupos: SUDANESES, na África Ocidental e Central; BANTOS, em maioria, nas regiões Central, Ocidental e Meridional; PIGMEUS, na Central e HOTENTORES e BOSQUÍMANOS, no Sudoeste. Daí decorre uma variedade de línguas: as câmito-semíticas, como o árabe, o berber, o etíope; as indígenas, como o sudanês, o banto, o bosquímano, e seus numerosos dialetos, e as línguas européias, pela influência dos colonizadores. Dentre as religiões sobressaem-se: o fetichismo e o animismo, entre os grupos negros; o islamismo, no Norte e Oriente; além do judaísmo e do cristianismo.
 A África "Branca" ou "Árabe"
A África "branca" ou árabe é a região do norte do continente africano que sofreu a conquista árabe. A partir da expansão islâmica, nos séculos VII e VIII, e onde a população aderiu à religião muçulmana e à língua árabe. Além de ter passado por uma grande miscigenação étnica, além da cultural, países dessa região são hoje considerados "países árabes" e são maciçamente islâmicos em termos religiosos.
Egito, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos são os países "àrabes" da África e mantêm estreitos laços com a comunidade de países islâmicos do Oriente Médio.
Argélia, Tunísia e Marrocos são uma unidade especial. Sofreram influência colonial francesa e ocupam a região do continente dominada pela "cadeia do Atlas" - as montanhas da região entre o deserto e o mar, chamada Magreb.
 A Colonização e os Países Atuais
Apesar de ser conhecida pelas nações ocidentais desde a Antigüidade, a África só passou a ser colonizada pelos europeus em estabelecimentos litorâneos, no século XV, e o seu interior só foi definitivamente conquistado no final do século XIX.
Entre 1884 e 1885 realizou-se a Conferência de Berlin, quando ocorreu a partilha da África pelas potências européias e, posteriormente, o incremento das atividades imperialista-coloniais.
Alemanha, Bélgica, Reino Unido, França, Espanha, Portugal, Itália partilharam toda a África, que, na época, possuía alguns países independentes, mas que se tornaram "área de influência" dos imperialistas europeus.
Até a Segunda Guerra Mundial, existiam apenas quatro países independentes na África: Egito, sob domínio britânico até 1922, Etiópia, Libéria e a União Sul-Africana.
As demais áreas estavam todas sob o domínio das potências coloniais, sendo que, após a I Guerra Mundial, a Alemanha perdeu suas possessões para a França (Camarões) e o Reino Unido (sudoeste africano e Tanzânia).
O processo de descolonização foi rápido e provocado pelo enfraquecimento das potências européias após a Segunda Guerra Mundial. No entanto, outros países surgiram como independentes apenas nos anos 90, com distensões internas de outros países ou como libertação de áreas ocupadas de maneira ilegítima. Esse é o caso da independência da Eritréia em 1993 (era antiga província da Etiópia) e da Namíbia (dominada pela África do Sul até 1990).
O Saara Ocidental é a única região continental africana ainda não independente, sob controle ilegal do Marrocos.
A colonização de exploração e a rápida descolonização formaram um grupo de países subdesenvolvidos muito pobres, com indicadores sociais péssimos, com elevadíssimo crescimento populacional (2,3%), exacerbada taxa de mortalidade (2,2%) e taxa de natalidade infantil que chega a 10% (100%), e uma população que em 45% tem até 15 anos de idade.
A expectativa de vida média dentre os países africanos também é vergonhosa, chegando no máximo a 40 anos. Com apenas 35% da população habitando as cidades, a África possui um dos maiores quadros de fome, analfabetismo e de mortes por doenças facilmente evitáveis do mundo.
Os países africanos, apesar de terem conseguido a independência política, continuam tremendamente dependentes e cada vez mais explorados pelos grandes capitais transnacionais, geralmente sediados nas antigas metrópoles coloniais européias ou nos EUA.
Quase todos os países africanos são produtores agrícolas tropicais, principalmente os países da África Negra, onde existem climas e solos para a produção de café, cacau, algodão, tabaco, borracha (Hevea), amendoim, gergelim, dendê, frutas tropicais, cana-de-açúcar, que são invariavelmente exportados para a Europa.
Nessas regiões o sistema utilizado é o de plantation, que ocupa quase 80% da mão-de-obra disponível nos países.
A pecuária é extensiva e geralmente voltada para as necessidades internas da África Negra, predominando os gados bovino e caprino.
Os países da África Branca, sobretudo os da África mediterrânea, têm melhores condições de produção na orla litorânea, onde são produzidos itens da agricultura mediterrânea como as uvas, azeitonas, tâmaras, algodão, arroz e frutas cítricas. A pecuária é basicamente caprina, nessa região, realizada de forma nômade e seminômade.
Mais uma vez o Egito e a República Sul-Africana aparecem como exceções, pois possuem uma forte agricultura para a produção de alimentos voltados para o mercado interno, baseada no trigo, ao lado das tradicionais plantations para a exportação.

Um comentário:

  1. A africa realmente esta precisando de um avivamento para que através dele recebam a ajuda do cristianismo o qual ensina a libertação, se os solo é produtivo só falta que alguém com o coração voltado para este povo, e para Deus se envolva e invista neste lugar sem a intenção de explorar o povo, mas amando este povo contribua para o crescimento.

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Prof. Miguel