sábado, 17 de abril de 2010

Classificação dos Países Por Tamanho

Classificação – Nome do País – Extensão em km2

1-Rússia - 17.075.200
2-Canadá - 9.984.670
3-Estados Unidos - 9.631.418
4-China - 9.596.960
5-Brasil-8.511.965
6-Austrália -7.686.850
7-União Européia - 3.976.372
8-Índia - 3.287.590
9-Argentina - 2.766.890
10-Cazaquistão - 2.717.300
11-Sudão - 2.505.810
12-Argélia - 2.381.740
13-Congo, República Democrática do-2.345.410
14-Groenlândia-2.166.086
15-México-1.972.550
16-Arábia Saudita1.960.582
17-Indonésia-1.919.440
18-Líbia-1.759.540
19-Mongólia-1.564.116
20-Peru1.-285.220
21-Angola-1.246.700
22-África do Sul-1.219.912
23-Colômbia-1.138.910
24-Etiópia-1.127.127
25-Bolívia-1.098.580
26-Mauritânia-1.030.700
27-Egito-1.001.450
28-Tanzânia-945.087
29-Nigéria-923.768
30-Venezuela-912.050
31-Namíbia-825.418
32-Paquistão-803.940
33-Moçambique-801.590
34-Turquia-780.580
35-Chile-756.950
36-Zâmbia-752.614
37-Birmânia-678.500
38-Afeganistão-647.500
39-Somália-637.657
40-República Centro-Africana-622.984
41-Ucrânia-603.700
42-Botsuana-600.370
43-Madagáscar-587.040
44-Quênia-582.650
45-França-547.030
46-Iêmen-527.970
47-Tailândia-514.000
48-Mundo-510.072
49-Espanha-504.782
50-Turcomenistão-488.100
51-Camarões-475.440
52-Papua-Nova Guiné-462.840
53-Suécia-449.964
54-Uzbequistão-447.400
55-Marrocos-446.550
56-Iraque-437.072
57-Paraguai-406.750
58-Zimbábue-390.580
59-Japão-377.835
60-Alemanha-357.021
61-Congo, República do-342.000
62-Finlândia-338.145
63-Malásia-329.750
64-Vietnã-329.560
65-Noruega-324.220
66-Costa do Marfim-322.460
67-Polônia-312.685
68-Itália-301.230
69-Filipinas-300.000
70-Equador-283.560
71-Burkina Fasso-274.200
72-Nova Zelândia-268.680
73-Gabão-267.667
74-Saara Ocidental-266.000
75-Guiné-245.857
76-Reino Unido-244.820
77-Gana-239.460
78-Romênia-237.500
79-Laos-236.800
80-Uganda-236.040
81-Guiana-214.970
82-Omã-212.460
83-Belarus-207.600
84-Quirguistão-198.500
85-Senegal-196.190
86-Síria-185.180
87-Camboja-181.040
88-Uruguai-176.220
89-Tunísia-163.610
90-Suriname-163.270
91-Oceano Pacífico-155.557
92-Bangladesh-144.000
93-Tadjiquistão-143.100
94-Nepal-140.800
95-Grécia-131.940
96-Nicarágua-129.494
97-Eritréia-121.320
98-Coréia do Norte-120.540
99-Maláui-118.480
100-Benin-112.620
101-Honduras112.090
102-Libéria-111.370
103-Bulgária-110.910
104-Cuba-110.860
105-Guatemala-108.890
106-Islândia-103.000
107-Sérvia e Montenegro-102.350
108-Coréia do Sul-98.480
109-Hungria-93.030
110-Portugal-92.391
111-Jordânia-92.300
112-Guiana Francesa-91.000
113-Azerbaijão-86.600
114-Áustria-83.870
115-Emirados Árabes Unidos-82.880
116-República Tcheca-78.866
117-Panamá-78.200
118-Oceano Atlântico-76.762
119-Serra Leoa-71.740
120-Irlanda-70.280
121-Geórgia-69.700
122-Oceano Índico-68.556
123-Sri Lanka-65.610
124-Lituânia-65.200
125-Letônia-64.589
126-Svalbard-62.049
127-Togo-56.785
128-Croácia-56.542
129-Bósnia-Herzegovina-51.129
130-Costa Rica-51.100
131-Eslováquia-48.845
132-República Dominicana-48.730
133-Butão-47.000
134-Estônia-45.226
135-Dinamarca-43.094
136-Países Baixos-41.526
137-Suíça-41.290
138-Guiné-Bissau-36.120
139-Taiwan-35.980
140-Moldova-33.843
141-Bélgica-30.528
142-Lesoto-30.355
143-Armênia-29.800
144-Albânia-28.748
145-Ilhas Salomão-28.450
146-Guiné Equatorial-28.051
147-Burundi-27.830
148-Haiti-27.750
149-Ruanda-26.338
150-Macedonia-25.333
151-Djibuti-23.000
152-Belize-22.966
153-El Salvador-21.040
154-Israel-20.770
155-Oceano Sul-20.327
156-Eslovênia-20.273
157-Nova Caledônia-19.060
158-Fiji-18.270
159-Kuwait-17.820
160-Suazilândia-17.363
161-Timor Leste-15.007
162-Oceano Ártico-14.056
163-Bahamas-13.940
164-Vanuatu-12.200
165-Ilhas Malvinas (Falklands)-12.173
166-Qatar-11.437
167-Gâmbia-11.300
168-Jamaica-10.991
169-Líbano-10.400
170-Chipre-9.250
171-Porto Rico-9.104
172-Terras Antárticas e Austrais Francesas-7.829
173-Banco Ocidental-5.860
174-Brunei-5.770
175-Trinidad e Tobago-5.128
176-Polinésia Francesa-4.167
177-Cabo Verde-4.033
178-Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul-3.903
179-Samoa-2.944
180-Luxemburgo-2.586
181-Reunião-2.517
182-Comores-2.170
183-Maurício-2.040
184-Guadalupe-1.780
185-Irã-1.648
186-Ilhas Faroés-1.399
187-Chade-1.284
188-Níger-1.267
189-Martinica-1.100
190-Hong Kong-1.092
191-São Tomé e Príncipe-1.001
192-Antilhas Holandesas-960
193-Kiribati-811
194-Dominica-754
195-Tonga-748
196-Micronésia, Estados Federados da-702
197-Cingapura-692,70
198-Bahrein-665
199-Santa Lúcia-616
200-Man, Ilha de-572
201-Guam-549
202-Ilhas Mariana do Norte-477
203-Andorra-468
204-Palau-458
205-Seychelles-455
206-Antígua e Barbuda-442,60
207-Barbados-431
208-Ilhas Turks e Caicos-430
209-Ilhas Heard e McDonald-412
210-Santa Helena-410
211-São Vicente e Granadinas-389
212-Maiootte-374
213-Jan Mayen-373
214-Faixa de Gaza-360
215-Ilhas Virgens-352
216-Granada-344
217-Malta-316
218-Maldivas-300
219-Wallis e Futuna-274
220-Ilhas Cayman-262
221-São Kitts e Névis-261
222-Niue-260
223-Saint Pierre e Miquelon-242
224-Ilhas Cook-240
225-Samoa Americana-199
226-Aruba-193
227-Ilhas Marshall-181,30
228-Liechtenstein-160
229-Ilhas Virgens Britânicas-153
230--Ilha Christmas135
231-Dhekelia-130,80
232-Akrotiri-123
233-Jersey-116
234-Montserrat-102
235-Anguila-102
236-Guernsey-78
237-San Marino-61,20
238-Território Britânico do Oceano Índico-60
239-Ilha Bouvet-58,50
240-Bermudas-53,30
241-Ilhas Pitcairn-47
242-Ilha Norfolk-34,60
243-Ilha Europa-28
244-Tuvalu-26
245-Macau-25,40
246-Nauru-21
247-Ilhas Cocos (Keeling)-14
248-Antártica-14
249-Atol Palmyra-11,90
250-Tokelau-10
251-Ilha Wake-6,50
252-Gibraltar-6,50
253-Ilhas Midway-6,20
254-Ilha Clipperton-6
255-Ilha de Navassa-5,40
256-Ilhas Ashmore e Cartier-5
257-Ilhas Glorioso-5
258-Ilha Jarvis-4,50
259-Ilha Juan de Nova-4,40
260-Atol Johnston-2,80
261-Mônaco-1,95
262-Ilha Howland-1,60
263-Ilha Baker-1,40
264-Mali-1,24
265-Recife de Kingman-1
266-Ilha Tromelin-1
267-Santa Sé (Cidade do Vaticano)-0,44
268-Bassas da Índia-0,20

A Descolonização Européia

No final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o cenário geopolítico do mundo alterou-se: em primeiro lugar, estava definitivamente sepultado o europocentrismo e, agora, o globo se bipolarizara, de um lado o Bloco Ocidental, liderado pelos EUA; de outro o Bloco Comunista, capitaneado pela URSS. Esse conflito Leste versus Oeste, abriu espaço para o surgimento de um novo modelo de nacionalismo: os movimentos de independência das nações até então submetidas ao imperialismo ocidental. Um oacionalismo libertário visando a adoção da autonomia político-econômica, com fortes tintas socializantes e anti-ocidentais. Noutros termos, o fenômeno da descolonização, processo relativamente rápido, teve como causas principais:
as dificuldades econômicas dos países europeus, agora impossibilitados de manter a ocupação colonial, pois precisavam reconstruir suas economias devastadas pela guerra;
o surgimento de movimentos nacionalistas nas áreas coloniais, muitos deles liderados por intelectuais que haviam estudado na Europa e sofrido influência das ideologias democráticas e socialistas; as pressões anticolonialistas, levadas a efeito por políticos e agremiações partidárias da Europa, que defendiam o conceito de que havia uma contradição entre o combate ao nazi-fascismo, ao longo da Segunda Guerra Mundial, e a preservação de laços coloniais.
Diversas foram as formas pelas quais se deu o processo de descolonização. As principais podem ser assim resumidas:

OS DIVERSOS PROCESSOS DE DESCOLONIZAÇÃO
- MODELO BRITÂNICO - de início, o Reino Unido se opôs ferozmente aos processos
descolonizatórios, enfrentando militarmente os movimentos nacionalistas. O mais destacado exemplo dessa postura inglesa foi o combate às guerrilhas MAU-MAU de Quênia. Também foi essa a atitude britânica quando da independência da Malásia. Percebendo a inutilidade desses esforços, a Inglaterra mudou de postura, passando a promover, de forma controlada, a independência de suas demais áreas coloniais. No final do processo, 15 novas nações,
ex-colônias britânicas, nasceram no Continente Africano.

- MODELO FRANCÊS - após oferecer tenaz resistência à independência da Argélia, liderada pela Frente Nacional de Libertação da Argélia (FNLA), a França promoveu a formação da Comunidade Francesa, pela qual as ex-colônias passaram a receber apoio financeiro e técnico .

MODELO PORTUGUÊS - Portugal, onde prevalecia o autoritarismo político liderado por António Oliveira Salazar, procurou manter suas colônias (Angola, Moçambique, Guiné Bissau e Cabo Verde) militarmente, atolando aquela nação ibérica nas intermináveis guerras coloniais. No dia 25 de abril de 1974, quando a ditadura portuguesa foi derrubada pela “Revolução dos Cravos”, liderada pelos capitães e outros jovens oficiais do Movimento das Forças Armadas (MFA), a ascensão de um governo esquerdista em Lisboa possibilitou a independência das áreas coloniais.

MODELO ESPANHOL - após mais de quatro séculos de ocupação do Marrocos, a Espanha se viu obrigada a enfrentar um movimento de libertação nacional denominado Frente Polisário. Após 2 anos de luta, o governo de Madri abandona quase totalmente a região, mantendo sua presença numa estreita faixa litorânea.

MODELO BELGA - disposta a não ceder seus territórios no Continente Negro, a Bélgica enfrentou militarmente os movimentos descolonizatórios. Derrotado, o governo de Bruxelas é obrigado a ceder, mas, interessado em criar problemas tribais em suas ex-regiões coloniais, dividiu-as em três países: Zaire, Ruanda e Burundi, onde convivem duas tribos absolutamente antagônicas, os Tutsis e os Hutus.

OS PROBLEMAS DA DESCOLONIZAÇÃO
Após seus êxitos iniciais, os movimentos nacionalistas africanos logo se viram diante de questões e problemas até hoje insolúveis. Dentre eles, destacam-se:

A ÁFRICA NEGRA, HOJE
UMA TRANSIÇÃO NA DEPENDÊNCIA - embora tenham se libertado do imperialismo clássico (caracterizado pela ocupação militar e administração direta por parte das metrópoles européias), as novas nações africanas ingressaram numa forma de dominação internacional mais complexa. Hoje, a nova dependência se dá através do controle comercial, empréstimos, crescentes dívidas externas, controle industrial e a introjeção de valores culturais ocidentais pelos bancos e empresas transnacionais
europeus e norte-americanos. Ou seja, o domínio direto transitou para um controle
indireto mais sutil e abrangente.

FRONTEIRAS ARBITRÁRIAS - as fronteiras das atuais nações africanas foram fixadas pelos colonizadores europeus segundo seus exclusivos interesses. Em primeiro lugar, isso gerou a presença, no interior de um mesmo país africano, de formações tribais culturalmente diferenciadas e, quase sempre, inimigas umas das outras. Lamentavelmente, quando do processo de descolonização, a Organização da Unidade Africana (OUA) manteve essas fronteiras, temendo, em caso de alterações, que
o caos reinasse sobre o continente. Além disso, os atuais limites são responsáveis por uma enorme fragmentação do espaço territorial, que, na maioria das vezes, impede a emergência de estrutura econômicas mais modernas e eficientes.

UM TRANSPLANTE POLÍTICO: O ESTADO-NAÇÃO - o conceito de Estado nacional, próprio da formação política européia, é totalmente estranho à mentalidade africana, cujos povos conheciam organizações sociais muito mais simples se comparadas com as do Ocidente. De fato, pouco há em comum entre a tribo africana e o Estado nacional. Esse foi uma imposição européia às sociedades africanas. Ora, tais Estados artificiais enfrentam inúmeros problemas: etnias distintas agrupadas sob
uma mesma organização política e a quase total ausência de uma consciência nacional, que somente atingiu um estágio embrionário durante o período das lutas anti-coloniais. Em suma, os atuais países da África Negra são vítimas da ação de duas forças absolutamente opostas: de um lado, um aparelho de Estado “transplantado”, de cunho modernizador e centralizador; de outro, uma estrutura tribal arcaica e particularista.

A AUSÊNCIA DE QUADROS BUROCRÁTICOS EFICIENTES - a administração de Estados modernos exige uma burocracia competente, numerosa e com sofisticada formação técnica e intelectual.
Quando do imperialismo, o gerenciamento político-administrativo das nações africanas era levado a efeito por administradores europeus, sendo a participação africana rara e superficial. Com a independência, os africanos herdaram Estados complexos e organizados em moldes ocidentais, com os quais haviam tido pouco contato. Se, por um lado, as elites africanas, que encabeçaram o processo de autonomia, eram educadas na Europa e nos EUA, elas eram pouco numerosas, não havendo quadros para os escalões administrativos secundários. Em termos mais simples: se os primeiros líderes e seus
assessores próximos eram bastante preparados, os cargos administrativos de segundo e terceiro níveis eram preenchidos por pessoas desconhecedoras das regras básicas da administração moderna , gerando um abismo entre os componentes do primeiro escalão e os demais quadros burocráticos. Isso tudo gerou a inoperância, a endêmica corrupção, o burocratismo e o caos administrativo, como conseqüência, o cenário político africano vem sendo marcado por lutas tribais e sucessivos golpes de Estado, quase sempre interligados às diferenças étnicas.

Oceania

Vamos estudar nessa aula um continente formado por uma grande quantidade de ilhas: a Oceania. Esse continente possui uma área de 8.480.354 Km_ com uma população total de pouco mais de 30 milhões de habitantes, e uma densidade demográfica de apenas 3,58 hab/Km_. Esse continente é formado especialmente pela Austrália, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, mais alguns poucos países independentes e milhares de ilhas que constituem possessões estrangeiras.

As ilhas da Oceania podem ser divididas em:

*Melanésia – constituem ilhas localizadas mais próximas da Austrália onde predominam povos de pele escura, de grupos negróides.

*Micronésia – conjunto de pequenas ilhas localizadas ao norte, muitas delas pertencentes aos EUA, como as Ilhas Carolinas, Marianas e Marshall.

*Polinésia – conjunto de muitas ilhas distribuídas por uma grande área do
Pacífico incluindo Samoa, a Polinésia Francesa e o Arquipélago do Havaí, o 50º
Estado dos EUA.

Evidentemente, os países mais importantes nesse continente são a Austrália e a Nova Zelândia. No entanto, antes de tratarmos desses dois países vamos destacar algumas situações relevantes na Oceania.

A região do Pacífico é cortada por uma linha que acompanha o meridiano de 180º, fazendo algumas curvas para evitar cortar áreas habitadas, chamada de Linha Internacional da Data. Essa linha marca a mudança de data no calendário sendo que, quando estamos à direita dessa linha observando o mapa nos encontramos 24 horas atrasadas de quem está à esquerda da linha.

Podemos destacar as Ilhas Marshall, um Estado que, de livre associado aos EUA, tornou-se independente em 1990. Nesse arquipélago encontramos o Atol de Bikini que serviu de base para testes nucleares dos Estados Unidos entre 1946 e 1958. Atualmente recebe indenizações dos EUA devido à contaminação pela radioatividade.

A Polinésia Francesa, grupo de ilhas no Pacífico, também serviu de base para os testes nucleares da França até 1996, no Atol de Mururoa, quando a França assina o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares. Constatam-se também danos ambientais no Atol e protestos da população local.

Papua Nova Guiné é um país que divide uma ilha com o Irian Ocidental, ilha pertencente à Indonésia. É, portanto, uma ilha dividida em dois continentes: a Oceania e a Ásia. Trata-se de um país produtor e exportador de gêneros agrícolas tropicais (cacau, café e coco) e minérios (petróleo, ouro e cobre). Foi colônia da Austrália, da qual se tornou independente em 1975.

Outro destaque é a minúscula ilha de Nauru, posicionada quase na linha do Equador. Com uma população de 12 mil habitantes, sendo 100% urbana e alta renda per capita, vive exclusivamente da exploração de suas jazidas de fosfato, em fase de esgotamento. Tudo o que a população necessita é importado, incluindo água potável. Nauru é um país suspeito de realizar a lavagem do dinheiro de atividades ilegais (como o da máfia russa). É inacreditável que, em 21 Km_ de área e para sua minúscula população existam 400 bancos lá instalados.

Observamos que a Oceania é um continente com grandes diferenças sócio-econômicas, destacando-se a Austrália e a Nova Zelândia como países de Primeiro Mundo. No entanto, a maior parte das ilhas desse continente, apresenta baixo padrão de vida, são dependentes economicamente de países como a própria Austrália, Nova Zelândia, Japão, EUA, Reino Unido e França. As ilhas da Oceania destacam-se na produção e exportação de gêneros agrícolas tropicais e em atividades turísticas.
A Austrália e a Nova Zelândia apresentam reduzido crescimento demográfico, elevada expectativa de vida e IDH e reduzidos analfabetismo e mortalidade infantil. Mas, outros países como Kiribati, Papua Nova Guiné e Vanuatu apresentam indicadores muito diferentes. Observe a tabela abaixo e compare especialmente os valores registrados para a Austrália e para Papua Nova Guiné. Observe também que alguns dados não estão disponíveis (nd) devido à falta de controle estatístico da população por parte dos países mais pobres.

Nova Zelândia

A Nova Zelândia é um país formado por duas ilhas principais: a do Norte e a do Sul, separadas pelo Estreito de Cook. Seu relevo é montanhoso no interior com planícies litorâneas estreitas. Localiza-se em uma área instável geologicamente, sujeita a terremotos e a erupções vulcânicas. Seu clima predominante é o temperado oceânico.
A população da Nova Zelândia é reduzida, não atingindo 4 milhões de habitantes, concentrados principalmente na Ilha do Norte. A população é predominantemente branca de origem européia. A Nova Zelândia foi uma colônia de povoamento do Reino Unido. A população nativa dos maoris foi amplamente dizimada nesse processo de colonização constituindo atualmente cerca de 10% da população do país. A maioria da população é urbana e de adultos e o país apresenta um elevado IDH com reduzidos índices de
analfabetismo e mortalidade infantil e uma elevada expectativa de vida. O
crescimento populacional é muito reduzido.
A maior parte do PIB advém de atividades do setor terciário mas a base da economia são as atividades agropecuárias destacando-se a criação de ovinos. A Nova Zelândia é exportadora de produtos como carne, lã e laticínios.
Na agricultura destacam-se a produção de cereais e batata. Pode ser lembrada também a extração de combustíveis fósseis (especialmente o carvão, no sul) e o turismo, uma atividade em expansão. Relaciona-se comercialmente com países da Comunidade Britânica das Nações e com outros países pertencentes ao bloco da APEC.

Economia da
Nova Zelândia
Pecuária (ovinos e bovinos)
Agricultura (cereais e batata)
Indústria (siderurgia, alumínio,carne, lã, laticínios)carvão, pescado

Austrália

A Austrália é uma ilha de dimensões continentais, com uma área de 7.682.300 Km_. É cortada pela linha do Trópico de Capricórnio e localiza-se entre os Oceanos Índico e Pacífico. Esse país é dividido em grandes Estados e Territórios. Observe o seu mapa político:
O relevo da Austrália é composto por cadeias montanhosas extensas,
mas não muito elevadas, na porção leste, estendendo-se no sentido norte-sul.
A porção central é dominada por uma bacia sedimentar deprimida e o leste por
um planalto cristalino antigo e algumas áreas montanhosas. De uma forma
geral as altitudes são modestas.

Próximo ao seu litoral nordeste encontramos a maior formação coralígena do mundo, a Grande Barreira de Recifes de Coral, no Mar de Coral.

O sudeste do país é dominado por clima temperado oceânico e floresta temperada. No norte-nordeste, domina o clima tropical com florestas tropicais.
No centro e oeste encontramos regiões desérticas e semi-áridas, com formações xerófitas e estepes e a presença de rios intermitentes. Os principais rios (Darling, Murray), perenes, são encontrados no sudeste do país. No sudoeste, clima e vegetação mediterrâneos.
A população do país não atinge 20 milhões de habitantes e sua densidade
demográfica é muito baixa: 2,51 hab/Km_. Essa população está concentrada no sudeste, área de clima mais moderado e de concentração das principais cidades e áreas industriais. Sydney é a maior cidade do país, mas a capital é Canberra. O país possui ampla maioria urbana, reduzido crescimento populacional e reduzidos índices de analfabetismo e mortalidade infantil. Possui um dos mais elevados IDH do mundo.
A população é de maioria branca de origem européia. A Austrália também foi colônia britânica e o povoamento inicial utilizou o país como colônia penal. A população nativa dos aborígines também foi amplamente dizimada, constituindo atualmente 1,5% da população. Durante as olimpíadas em Sydney iniciou-se um pedido público de desculpas pelo que foi cometido no passado contra essa população e, ao mesmo tempo, um processo de reconciliação e reconhecimento da importância e contribuição dos nativos.

A Austrália é um país de Primeiro Mundo com maior destaque para o setor terciário em sua economia (comércio e serviços). No setor primário destacam-se as extrações de minérios como o ferro (noroeste), o carvão, bauxita, além do petróleo, para o qual ainda não há auto-suficiência. O Mar da Tasmânia é uma importante bacia petrolífera e o Planalto Ocidental produz vários minérios.
No norte-nordeste são importantes os cultivos de clima tropical como é o caso da cana-de-açúcar. No sul e sudeste é importante a produção de cereais.
A Austrália possui grande destaque com a pecuária sendo um tradicional exportador de produtos de origem animal. Os rebanhos mais importantes são os de bovinos e ovinos.
A Austrália é o país mais industrializado da Oceania. Seu parque industrial é diversificado apresentando indústrias de bens de consumo e de base, além de desenvolver tecnologias de ponta. São elevados os investimentos em pesquisas tecnológicas como por exemplo no ramo da biotecnologia. No desenvolvimento de seu setor industrial foram importantes os investimentos de capitais japoneses, britânicos e norte-americanos, os quais acabaram por criar um forte concorrente para seus próprios produtos industrializados no mercado do Pacífico.
A atividade turística complemente de maneira importante a economia desse país, com uma infraestrutura muito boa para seu desenvolvimento.
A Austrália também é membro da Comunidade Britânica de Nações e do bloco da APEC, comercializando especialmente com o Japão, Nova Zelândia, EUA, países europeus, tigres asiáticos e a China.

*Nauru:

Economia da Austrália

Pecuária (bovinos e ovinos)
Agricultura (cereais, cana e frutas)
Indústria (leves, siderurgia,
metalurgia e automobilística)
Mineração (ferro, carvão, bauxita e petróleo)


Exercícios

1- (GV) A Austrália, situada no hemisfério sul do globo, caracteriza-se
por:
a) ser um país tipicamente equatorial com economia baseada em recursos
primários
b) apresentar população rural reduzida e centros urbanos concentrados no
Sudeste do país
c) ter um território em sua maior parte desértico e população com renda
“per capita” baixa
d) possuir 40% do seu território recoberto por florestas tropicais e
importantes indústrias de transformação
e) apresentar plataforma continental ampla e destacada exportação de
petróleo.

2- (VUNESP) Assinale a alternativa que indica corretamente as
principais características da população australiana:
a) predominantemente branca, numerosa e bem distribuída no espaço
b) de origem ameríndia, rural, com altas taxas de natalidade
c) predominantemente branca, urbana, com elevada esperança de vida
d) de origem britânica, urbana, com altas taxas de mortalidade infantil
e) de origem americana, numerosa e concentrada na porção centro-norte
do país.

3- Assinale a alternativa correta sobre a região da Oceania:
a) é um continente formado por milhares de ilhas entre o Atlântico e o
Pacífico
b) possui muitas dependências estrangeiras com destaque para o Havaí,
Estado pertencente ao Japão
c) sua população apresenta o melhor padrão de vida do mundo pois a
maioria dos países dessa região é de Primeiro Mundo
d) as atividades turísticas são importantes nessa região e o maior parque
industrial é encontrado na Austrália
e) apresenta sérios problemas políticos na Austrália com etnias que
desejam o separatismo e causam conflitos constantes.

4- Qual alternativa abaixo apresenta a correlação correta?
a) Nova Zelândia – realiza testes nucleares no Atol de Bikini
b) Austrália – exportadora de minérios e produtos agropecuários
c) Nauru – sua riqueza provém das ricas jazidas de petróleo
d) Papua Nova Guiné – foi colônia do Japão e deseja se unificar com a
Indonésia
e) Polinésia Francesa – tem sido utilizada como colônia penal da França, o
que gera protestos da população local preocupada com o aumento da
violência urbana.

5- Especifique a importância do arquipélago do Havaí na região do
Pacífico norte:

Respostas dos exercícios

1 – B
2 – C
3 – D
4 – B

5 – O arquipélago do Havaí é um Estado norte-americano produtor de
gêneros tropicais. Desenvolve importante atividade turística e tem valor
estratégico pois tem uma base aeronaval dos EUA em seu território
(Pearl Harbour) servindo como um porta-aviões fixo no meio do Pacífico.

Estados Unidos - Potência Mundial

O Destino Manifesto

Depois de conquistar a independência em 1776, a nova nação iniciou sua expansão territorial tendo com justificativa a ideologia do Destino Manifesto, ou seja, a certeza de que o povo norte-americano fora predestinado por Deus a ocupar e colonizar as terras que se estendiam até o Pacífico. A maior parte dos primeiros habitantes dos Estados Unidos eram protestantes que viam o lucro e as riquezas como consequência de uma escolha divina e do trabalho, e não como um pecado. Essa ética protestante foi um importante fator cultural que justificou a expansão territorial norte-americana ser considerada natural e benéfica, e não como uma agressão aos povos que já habitavam o território.
Na realidade, a doutrina do Destino Manifesto justificou, no início, a conquista de terras até o limite natural imposto pelo rio Mississipi (área original das Treze Colônias inglesas); posteriormente, foram conquistados novos territórios que se estendem até o oceano Pacífico. A incorporação de novos territórios fez parte do período do imperialismo interno, que se iniciou na independência que a nação americana obteve em relação à Inglaterra em 1776, e continuou durante o século XIX, no período conhecido como Marcha para o Oeste.

Do Atlântico ao Pacífico

A expansão dos Estados Unidos para o Oeste envolveu tanto tratados e acordos como guerras e o extermínio da população nativa. Observe, no mapa a seguir, as conquistas norte-americanas desse período.
Nessa primeira fase de ocupação do território, além das guerras foi preciso solucionar duas' dificuldades básicas: um meio de transporte que permitisse percorrer grandes distâncias e gente para povoar e trabalhar nas novas terras. As soluções encontradas foram a construção de ferrovias transcontinentais e a imigração, principalmente européia. Dessa forma, na segunda metade do século XIX, os Estados Unidos já ocupavam a parte do território que possuem hoje na América do Norte. Começa, então, a preocupação desse país em obter a hegemonia em todo o continente americano.

A "América para os americanos do Norte?

À medida que as colônias da América Central e da América do Sul iam se tornando independentes, os Estados Unidos também se fortaleciam como potência continental. Em 1825, o presidente norte-americano James Monroe deixou claro que o país não toleraria a influência de potências européias na América em um discurso que ficou conhecido como Doutrina Monroe. A partir daí, sempre com nomes diferentes, como a Política do Big Stick, do presidente Theodore Roosevelt (1904), ou a Doutrina da Segurança Nacional, empregada na guerra fria, os Estados Unidos passaram a realizar, sob qualquer pretexto, intervenções armadas na América Latina, para garantir sua hegemonia no conjunto do continente americano.
Dois fatos destacaram-se nessa fase de expansão continental norte-americana. Um deles foi a construção do canal do Panamá, concluída em 1914. O canal foi devolvido aos panamenhos em l- de janeiro de 2000. O outro, também nesse período, foi o controle econômico de Cuba pêlos norte-americanos, em troca da ajuda na guerra de independência dos cubanos contra a Espanha.

A expansão planetária

Uma vez garantida a hegemonia na América, os Estados Unidos partiram para a ocupação de ilhas do Pacífico Sul, numa visão estratégica que se revelaria importante no futuro, mais precisamente na Segunda Guerra Mundial. As ilhas de Guam foram anexadas em 1898 e, no mesmo ano, o arquipélago do Havaí, que em 1959 se tornou o 50? estado da federação.

A arrancada Industrial

No século XIX, após o principal conflito norte-americano, a Guerra Civil Americana ou Guerra de Secessão (1861-1865), em que as elites do Norte (caracterizado pelo predomínio da mão-de-obra assalariada, pequenas propriedades e uma economia voltada para o mercado interno) venceram o Sul agrário (caracterizado pelo predomínio de latifúndios, mão-de-obra escrava negra e um mercado voltado para a exportação de gêneros agrícolas), o país iniciou seu processo de industrialização. Foi essa burguesia formada por comerciantes capitalistas que criou as condições para a industrialização da região Nordeste do país (espaço compreendido entre a costa atlântica e os Grandes Lagos). Essa área reunia na época (século XIX) condições para tornar os Estados Unidos a primeira nação, fora da Europa, a realizar a Revolução Industrial:
- jazidas de minério de ferro em escudos cristalinos nos estados de Minnesota e Wisconsin (ao lado do lago Superior);
- jazidas de carvão em bacias sedimentares nos estados da Pensilvânia e Ohio;
- os Grandes Lagos, ligados pelo rio São Lourenço ao oceano Atlântico, tornaram-se importantes vias de transporte;
- um espaço integrado por ferrovias;
mercado consumidor interno, constituído de assalariados que compravam e vendiam mercadorias, estimulando dessa forma as atividades comerciais e industriais.
A expansão territorial, a ética protestante, o trabalho assalariado, a diversidade mineral, as ferrovias e a expansão industrial resultaram na formação da nação mais rica do mundo desde o fim do século XIX. Essa posição se consolidou no período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando os Estados Unidos passaram a ser o grande exportador para uma Europa em guerra e arrasada.

A crise de 1929, o New Deal e a Segunda Guerra

O notável crescimento dos anos de ouro da economia dos Estados Unidos (os anos 1920), impulsionada pelo liberalismo econômico, teve um final infeliz com a crise de 1929 na Bolsa de Nova York. Os anos 1930 foram de reconstrução, do New Deal e do Estado de Bem-Estar Social. Em 1939, o país foi "beneficiado" por uma nova guerra mundial, passando a dominar a economia do mundo capitalista a partir do fim desse conflito, em 1945.

A potência dos anos 1990

Com o fim da guerra fria, os Estados Unidos assumiram isoladamente o lugar de única potência econômica e militar do mundo.
A organização do l espaço econômico I norte-americano
Ao mesmo tempo que os Estados Unidos impunham sua supremacia econômica ao mundo, seu espaço econômico foi sendo organizado segundo as características assumidas pelo país em escala global.
Podemos considerar, nos Estados Unidos, duas principais regiões geoeconômicas, caracterizadas por diferentes processos de industrialização e que se misturam às faixas onde é praticada uma das mais modernas agriculturas do mundo, os cinturões agrícolas (belts, em inglês), que constituem a terceira região geoeconômica do país.

Principais regiões industrializadas dos Estados Unidos

Manufacturíng Belt

O Manufacturíng Belt, ou Cinturão Fabril, compreende a região que se estende do Nordeste dos Estados Unidos até os Grandes Lagos. Área onde se iniciou a industrialização do país, forma atualmente a maior concentração urbano-industrial do mundo, tendo como uma de suas características a megalópole Boswash {áreas metropolitanas de Boston, Nova York, Filadélfia, Baltimore e Washington, que se fundiram).
Algumas das cidades localizadas nessa área foram ou ainda permanecem especializadas em determinados ramos industriais, como Chicago (a terceira maior cidade, capital do Meio-Oeste, localizada no estado de Illinóis) e suas indústrias alimentícias. Aí está sediada a principal Bolsa de Valores de produtos agropecuários do mundo. Cleveland, no estado de Ohio, destaca-se por sua produção siderúrgica e por ser importante centro médico e universitário. Detroit, considerada a capital do automóvel, já foi sede 'das montadoras GM, Ford e Chrysler, e Pittsburgh, em virtude do grande número de siderúrgicas, é conhecida como "a cidade do aço". Nova York é a maior cidade norte-americana, principal porto, pólo turístico e industrial do país e centro financeiro mundial. Boston, cidade antiga e tradicional, é um tecnopolo, sede do MIT (Massachusetts Institute of Technology).
O Manufacturing Belt é composto de indústrias típicas da Primeira e da Segunda Revolução Industrial, como as de bens de produção e intermediários e as de bens de consumo duráveis. Atualmente, seguindo uma tendência mundial, as empresas buscam novas áreas que reuniam mão-de-obra mais barata, qualificada, isenções fiscais, pouca organização sindical e menores custos de produção. Esses motivos, abados a fatores como investimentos governamentais em outras regiões e a busca de modernas tecnologias, resultaram numa participação menor desse tipo de indústria no conjunto do país, apesar de ainda se manter na liderança do setor.

Sun Belt

As regiões Sul e Oeste se beneficiaram dessa descentralização industrial que buscou novas áreas que oferecessem menores custos de produção, aliados a uma mão-de-obra mais barata e qualificada. Os estímulos dados pelo governo também foram fundamentais para essa mudança, como a descentralização da indústria bélica, que criou novas indústrias no Oeste e no Sudeste,
A expressão Sun Belt (Cinturão do Sol) é relativa às novas áreas industriais que foram criadas principalmente após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e que se diferenciaram da tradicional industrialização do Nordeste por utilizar novas tecnologias, como a informática, a biotecnologia, a indústria aeroespacial e a microeletrônica, típicas da Terceira Revolução Industrial.
Essas novas áreas industriais têm seus principais centros no estado do Texas (Sul) e na Califórnia (Oeste). No Texas (segundo estado mais populoso, após a Califórnia) está a sede de importantes empresas transnacionais, como a de petróleo Texaco (Texas Company), a de aviação American Airlines; a de microcomputadores Compac, a Nasa (Centro Espacial de Houston) e um importante tecnopolo localizado em Austin.
Na costa oeste, o estado da Califórnia tem no eixo São Francisco - Los Angeles sua principal área industrial, que envolve o importante tecnopolo do Vale do Silício. Ainda merecem destaque os tecnopolos da costa oeste: São Francisco, Los Angeles e Santa Fé. Aí estão instaladas indústrias bélicas, automobilísticas, petroquímicas, navais, aeronáuticas, alimentícias, entre outras, e importantes universidades, como Berkeley. Ainda na costa oeste, encontramos grandes centros industriais, como Seattle e Portland.
Outras áreas do Sudeste e do Sul merecem destaque, como os estados da Flórida (pólo turístico e centro aeroespacial), Louisiana (petroquímica), Geórgia (sede da Coca-Cola e da companhia aérea Delta Air línes) e o Alabama (indústrias siderúrgicas).

Os cinturões agrícolas

A agricultura dos Estados Unidos, a mais moderna e produtiva do mundo, organiza sua produção em grandes faixas ou cinturões agrícolas (belts), especializados no cultivo de determinados produtos.
A agricultura norte-americana apresenta avançada tecnologia que resulta na maior produção mundial nesse setor.

Poderio militar e político

O poderio militar dos Estados Unidos é incomparável. Arsenal nuclear, armas químicas, constantes avanços na conquista espacial e bases estratégicas no oceano Pacífico (Guam) e no Caribe (Ilhas Virgens) tornam o país ainda mais respeitado do que já é por sua economia. Sem dúvida alguma, o homem mais importante do mundo é o presidente dos Estados Unidos da América.
Uma das mais recentes demonstrações do poder norte-americano é o fato de o presidente George W. Bush não cumprir as metas propostas pela Conferência de Kyoto, realizada em 1997 no Japão, segundo a qual todos os países deveriam baixar a emissão de poluentes na atmosfera. Por isso, os Estados Unidos têm sido criticados em todo o mundo. Esse contexto político e socioeconômico faz com que qualquer recessão nesse país represente uma recessão mundial. Por outro lado, qualquer retomada econômica ou crescimento industrial significa uma tendência mundial. Nos anos 2000-2001 os Estados Unidos apresentaram sinais de desaquecimento econômico, agravado por uma crise energética em seu estado mais rico e populoso, a Califórnia. Segundo a Agência Internacional de Energia, as fontes primárias de energia nos Estados Unidos são, basicamente, petróleo (38,9%), carvão mineral (23,6%), gás natural (22,8%), energia nuclear (8,5%), hídrica (1,2%}, biomassa (3,5%) e outras (0,6%).

Grande crescimento populacional

O Censo realizado nos Estados Unidos em 2000 revelou que o país teve o maior crescimento populacional num período de dez anos (1990-2000). A população, pela primeira vez depois de um século, aumentou em todos os estados. A Califórnia (33,8 milhões), o Texas (20,8 milhões) e Nova York (18,9 milhões) são os três estados mais populosos.
O aumento populacional da década 1990-2000 foi de 13,2%, o que significou mais 32,7 milhões no total de habitantes.

A guerra do século XXI

Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos desencadearam a primeira guerra do século XXI.
"A guerra, por definição, é uma atividade que tem dois lados." Considerando essa afirmação do historiador israelense Martin Van Creveld, teríamos que definir um opositor para o país agredido, os Estados Unidos. Logo que o terrorismo islâmico tornou-se o principal suspeito dos atentados, o inimigo tomou a forma de Osama Bin Laden, o milionário saudita que financia e organiza as atividades terroristas islâmicas em vários países.
E o mundo islâmico ou muçulmano, o Islã, passou a ser o outro lado dessa guerra. Choque de civilizações e Ocidente versus Islã foram, entre outras, as expressões usadas para caracterizar o novo conflito em que os Estados Unidos se envolveram. Entretanto a situação não é tão simples. Em primeiro lugar, não se pode confundir terrorismo islâmico com o Islã, no qual a maioria prega a paz. Mas o líder terrorista Bin Laden conclamou os muçulmanos para "uma Guerra Santa que não permita aos Estados Unidos viver em paz até que a paz reine na Palestina e o exército de infiéis deixe a terra de Maomé". Essa última afirmação se refere à presença de tropas dos Estados Unidos na Arábia Saudita. Uma significativa parte de fiéis islâmicos atendeu a esse chamado e obedece cegamente às ordens do seu líder.
Do lado ocidental, o jogo de alianças envolve tanto aliados tradicionais dos Estados Unidos, como o Reino Unido e o Canadá, quanto antigos inimigos, como a Rússia e a China, que vêem vantagem em apoiar, "com ressalvas", as coalizões contra o terror. A Rússia conta com o silêncio dos norte-americanos a respeito da dura repressão dos rebeldes muçulmanos da Chechênia. A China enfrenta o mesmo problema com a província islâmica de Xinjiang e espera que os Estados Unidos parem de cobrar o cumprimento dos direitos humanos na repressão aos rebeldes. Alguns governos de países muçulmanos estão do lado dos Estados Unidos porque dependem economicamente desse país, mas não representam, na verdade, o pensamento da grande maioria de seus governados.
Dessa forma, fica difícil definir exatamente o opositor ou o "outro lado" da guerra norte-americana do terceiro milênio. Mas, sem dúvida nenhuma, o alvo dos ataques e bombardeios das Forças Armadas dos Estados Unidos é o país que dá abrigo a Osama Bin Laden, o Afeganistão, que até 2001 foi controlado pela milícia ultra-radical islâmica, o Talehan.

A geografia serve para lazer a guerra

O quadro natural do Afeganistão facilita a ação dos islâmicos e dificulta os ataques dos aliados ocidentais. Isso ocorre devido à presença de montanhas que sempre representaram um impedimento à entrada de inimigos no país. Metade do território afegão fica acima dos 2 000 m de altitude. A cordilheira Hindo Kush, que atinge mais de 7 000 m, ocupa grande parte do Afeganistão. Nessas montanhas foram construídas cavernas para abrigaras bases terroristas. Além disso, a continentalidade e a altitude tornam mais inóspito o clima da região. É praticamente impossível circular pelas áreas montanhosas durante o inverno, que se inicia em dezembro.
Portanto, montanhas, frio intenso e tempestades de neve foram alguns dos adversários dos Estados Unidos e seus aliados na campanha contra Bin Laden, até a rendição do Taleban.

A nova corrida armamentista

Se durante a guerra fria o medo do poder de destruição das armas nucleares impediu o confronto direto entre as duas potências, dessa vez as armas biológicas, com sua ameaça lenta e psicológica, entram em ação na guerra do século XXI. Entretanto as armas biológicas (bioartnas), se usadas em grande quantidade, causariam efeitos destruidores, provocando não só a morte, mas também a incapacitação de milhares de pessoas.
A primeira dessas bioarmas empregadas por terroristas no atual conflito é o antraz (Bacilus anthracis) — bactéria que causa comumente dois tipos de infecção: cutânea e respiratória. A infecção cutânea se desenvolve quando o bacilo, presente em animais, infecta a pele de seres humanos, que desenvolvem uma pequena úlcera de coloração escura. A contaminação respiratória ocorre quando a bactéria é inalada e vai direto para os pulmões. O quadro pode levar à morte por infecção generalizada.
Existe uma grande variedade de doenças que podem ser disseminadas como "armas" através de bactérias (por exemplo, a peste bubônica e o botulismo) e vírus (por exemplo, a varíola) desenvolvidos em laboratórios.
Os países que possuem armas biológicas são Estados Unidos, Argélia, Líbia, Sudão, Ira, Iraque, Israel, Síria, Rússia, Egíto e Coréia do Norte. Outros, como Suíça, Itália, Suécia, Brasil, Argentina e Austrália, desenvolvem vírus em laboratório para pesquisas com fins medicinais.

Austrália e Nova Zelândia

OS RICOS DO SUL

"A inveja não é um sentimento dos mais nobres e até faz parte da lista dos pecados capitais, mas que atire a primeira pedra o brasileiro que já conheceu a Austrália e não sentiu nem uma pontinha da maldita ao ver que eles, descobertos pêlos portugueses assim como nós, conseguiram, em apenas duzentos anos de colonização branca, um nível de desenvolvimento e de vida infinitamente superior ao do Brasil. [...] O fato é que esse lugar cercado de água por todos os lados, que de tão grande a geografia se recusa a chamar de ilha, atingiu um padrão de Primeiro Mundo e é bonito a ponto de dar inveja."
Austrália e Nova Zelândia são as únicas nações desenvolvidas localizadas no hemisfério sul. Os dados da tabela l mostram as excelentes condições de vida dessas duas ex-colônias britânicas; uma delas, um país-continente; a outra, formada por duas ilhas não tão extensas quanto o território australiano.

Austrália, país-continente

Sexto país em extensão territorial, com 7 682 300 km2, a Austrália tem o litoral mais extenso do planeta. Por isso muitos a consideram um continente, e não parte da Oceania.
Banhada pêlos oceanos Índico e Pacífico, situa-se na mesma latitude do Sul e do Sudeste brasileiro, pois é atravessada pelo trópico de Capricórnio, que também passa pela cidade de São Paulo. Porém, enquanto o Brasil está a oeste do meridiano de Greenwich (hemisfério ocidental), a Austrália está no hemisfério oriental. Por esse motivo, as viagens aéreas entre Brasil e Austrália são longas e cansativas.
A Austrália divide-se administrativamente em seis estados (Austrália Ocidental, Austrália Meridional, Nova Gales do Sul, Queensland, Tasmânia e Vitória) e dois territórios (Território da Capital Federal, onde se encontra Camberra, e Território do Norte).

Desenvolvida, mas não potência

A Austrália é considerada uma nação rica, moderna e desenvolvida, muito mais pêlos seus indicadores socioeconômicos, como alto IDH (o segundo maior do mundo), baixa natalidade, alta expectativa de vida e elevada renda per capita, do que pela sua indústria nacional, pouco diversificada se comparada à européia, à japonesa, à norte-americana ou mesmo à brasileira.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), esse país teve acentuada expansão de setores industriais, como o siderúrgico. Porém sua industrialização consolidou-se após esse conflito, quando a Austrália se beneficiou da exportação e da utilização dos seus grandes e diversificados recursos minerais e energéticos, e de sua produção agropecuária. Minério de ferro (aço) e bauxita (alumínio), além de chumbo, manganês, prata, níquel, estanho, zinco, urânio, gás natural, ouro, cobre, carvão mineral, destacam-se entre os recursos minerais e energéticos australianos. Entre as matérias-primas agropecuárias, podemos citar a lã, a aveia, a cevada, o trigo, o algodão, a cana-de-açúcar e a uva.
O governo australiano foi o grande articulador da expansão industrial e facilitador da imigração que serviria de mão-de-obra para o país. Os principais setores industriais da Austrália, como o automobilístico, o metalúrgico, o siderúrgico, o petroquímico e o químico, são controlados por grupos estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos.
A maior parte das exportações australianas é de origem primária (minérios e gêneros agrícolas), e o Japão é seu principal parceiro comercial, tanto nas exportações quanto nas importações, seguido dos Estados Unidos e da Coréia do Sul. A Austrália exportou aproximadamente 56 bilhões de dólares e importou 64 bilhões de dólares em 1998. A distribuição das indústrias acompanha a distribuição da população, estando, portanto, concentrada no Sudeste australiano, área com melhores condições climáticas, uma vez que grande parte do país apresenta clima desértico.
A Austrália está localizada em uma área estratégica do Pacífico, entre a América e a Ásia, que permite ao país não só exportar seus produtos primários para os países emergentes asiáticos, para o Japão, China e Estados Unidos, como também comprar manufaturados dessas nações. Fica, portanto, situada em uma estratégica área comercial, marítima e de importância geopolítica internacional. Em 1954, assinou o tratado militar de segurança, que ficou conhecido pela sigla Anzus {iniciais de Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos, em inglês), e desde 1993 faz parte do bloco econômico da Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico), que pretende a troca de mercadorias entre os países membros até 2020.
A Austrália é uma monarquia parlamentarista, cujo chefe de Estado é a rainha Elizabeth II, do Reino Unido. O chefe do governo é o primeiro-ministro John Howard. Em novembro de 1999, os australianos votaram pela manutenção desse status político.

Antiga colônia

Os holandeses foram os primeiros europeus a explorar o território australiano. Em 1770, foi a vez do inglês James Cook. Dezoito anos depois, em 1788, a Austrália era transformada em colônia agrícola penal inglesa. De área penal passou a colônia da Coroa britânica em 1823, conquistando o auto governo em 1850, com o Ato de Governo das Colônias Australianas. Em 1901, foi proclamada Comunidade da Austrália e em 1942 tornou-se independente do Reino Unido.
Desde a descoberta de ouro nas áreas de Vitória e Bathurst, em 1851, a Austrália vem recebendo milhares de imigrantes, No início, eram majoritariamente britânicos, depois vieram, principalmente, italianos, irlandeses e gregos, pois não era facilitado o ingresso de não europeus.
Atualmente, os asiáticos compõem parcela significativa (mais de 5%) da população australiana, que está concentrada nas cidades da região Sudeste. Sydney com cerca de 4 milhões de habitantes, Melbourne com 3,5 milhões e Brisbane com 1,6 milhão são as cidades mais populosas da Austrália. A capital Camberra não chega aos 500 mil habitantes.

Nova Zelândia

Assim como na Austrália, são os excelentes indicadores sociais - alta expectativa de vida, insignificante analfabetismo, baixa mortalidade infantil, garantia de uma boa aposentadoria, acesso aos benefícios sociais - que garantem a classificação da Nova Zelândia como nação desenvolvida. Sua indústria é pequena, pouco diversificada, abrange um restrito mercado consumidor de uma população de aproximadamente 4 milhões de habitantes e está direta-mente ligada a matérias-primas agropecuárias, como carne, laticínios e lã.
Mais de 70% de seus 12,5 bilhões de dólares de exportações, em 1998, eram provenientes de laticínios, do leite, da lã, da madeira, de carnes e peles. Seus principais parceiros comerciais são os Estados Unidos, a Austrália, o Japão e os países da União Européia.

Provavelmente, os aborígines australianos (povos nativos) são os únicos a não ter orgulho de um país tão próspero. Os sobreviventes aborígines equivalem a apenas l % da população total.
Apesar da situação econômica privilegiada, a Nova Zelândia apresenta dois problemas sociais. O principal deles é a saída de jovens que buscam melhores empregos e oportunidades em países como os Estados Unidos, o Reino Unido e a Austrália.
Também é preocupante a situação da população nativa, os maoris. Recentemente, o governo amenizou o problema, devolvendo aos antigos habitantes parte do território que ocupavam antes da checada dos europeus.

Ilha do Norte e Ilha do Sul

Localizada no sul da Oceania, a Nova Zelândia é um arquipélago formado por duas grandes ilhas -Ilha do Norte e Ilha do Sul- que estão separadas pelo estreito de Cook.
O navegador holandês Abel Tasman foi o primeiro europeu a explorá-la, em ! 642. Em 1769, o inglês James Cook reivindicou esse espaço para a Inglaterra.
A descoberta de ouro, no século XIX, atraiu milhares de imigrantes britânicos para a Nova Zelândia, que fez parte do Império Britânico de 1840 a 1947. Sua população é formada basicamente por ingleses e seus descendentes (acima de 80%); os maoris representam aproximadamente 10%.
A Ilha do Norte concentra 75% da população, 42% da superfície e as duas maiores cidades do país:
Auckland {l milhão de habitantes) e a capital Wellington (400 mil habitantes).
A pecuária leiteira e de corte, a produção de cereais (cevada, aveia, trigo) com o emprego de alta tecnologia, de frutas (quiuí, maçã) e as indústrias têxtil (lã e couro), madeireira (florestas), gráfica, de papel, química e metalúrgica constituem sua base econômica.
A Ilha do Sul tem a maior superfície (58%) e a menor parcela da população (25%). Com aproximadamente 390 mil habitantes, Christchurch é a principal cidade dessa ilha. Seu relevo acidentado permite a geração de energia hidráulica. A criação de bovinos para a produção e exportação de carne, a criação extensiva de ovinos (a Ilha do Sul é um grande produtor e exportador de lã), o cultivo de cereais (aveia, cevada, trigo) praticado com alta tecnologia, na planície de Canterbury, formam sua base econômica.

Canadá e Japão

Além dos Estados Unidos, dois outros países localizados fora da Europa realizaram a Revolução Industrial: Canadá e Japão. Mas esses países também se industrializaram somente no fim do século XIX, assim como ocorreu com a Itália e a Alemanha.
No Canadá, isso deveu-se ao fato de esse país, antiga colônia britânica, ter obtido sua independência política apenas em 1867, quando foi criada uma Confederação canadense e escrita a Constituição do país. Embora o Parlamento tenha ficado submetido ao governo britânico até 1931, o Canadá dirigiu seu próprio destino desde o fim do século XIX.
Quanto ao Japão, até o século XIX era um país feudal e agrícola, que vivia completamente fechado às influências do Ocidente. Essa situação mudou a partir de 1868, quando o poder político que estava fragmentado entre os senhores feudais foi centralizado pelo imperador, pertencente à dinastia Meiji. A partir dessa data, o Japão aproximou-se da economia dos países ocidentais que passavam pela fase do capitalismo industrial.

Canadá

No passado, o território canadense foi ocupado por franceses e ingleses. O Canadá tornou-se colônia inglesa a partir de 1763. Em lº de julho de 1867, como já vimos, os canadenses começaram a administrar sua nação, embora alguns laços a prendessem ao Reino Unido até 1931. Como resultado desse passado, o Canadá faz parte da Comunidade Britânica de Nações (Commonwealth) e possui duas línguas oficiais: o francês, falado na província de Quebec, e o inglês, idioma da maior parte da população. Politicamente está dividido em dez províncias, das quais Ontário e Quebec são as mais importantes economicamente, e dois territórios.

Um extenso território e clima hostil

Localizado no norte da América do Norte e atravessado pelo círculo polar Ártico, o Canadá apresenta grande parte de seu território sob o domínio de climas extremamente frios. Apesar de ser o segundo país mais extenso do mundo, a maior parte do território canadense é de difícil ocupação por causa dos rigores climáticos.
Sua população de aproximadamente 31 milhões de habitantes concentra-se na faixa situada ao longo da fronteira com os Estados Unidos, onde as latitudes são mais baixas e o clima é temperado. A desigual distribuição da população aumenta a média da densidade demográfica do país (3,12 hab./km2 região, enquanto no norte gelado há trechos em que essa taxa não chega a l hab,/km2.

A riqueza natural

A mesma natureza que dificulta a ocupação humana compensou o Canadá com uma grande quantidade de recursos minerais, quase todos encontrados no Norte, onde faz mais frio. O país pode ser considerado uma "potência mineral", colocando-se entre os grandes produtores ou possuidores de reservas minerais de zinco, urânio, titânio, níquel, cobre, chumbo, cobalto, minério de ferro, ouro, e fontes de energia, como petróleo, carvão mineral e gás natural. Outro recurso natural fez do Canadá o primeiro produtor de papel e celulose: a taiga canadense, que alimenta também importante indústria madeireira.

Um apêndice dos EUA

Canadá, além de representar a continuidade das características naturais de seus vizinhos do Sul, tem sua economia fortemente vinculada à economia norte-americana.
Essa dependência se iniciou após a Primeira Guerra Mundial, quando filiais de empresas alimentícias norte-americanas começaram a comprar os excedentes da produção agrícola canadense (trigo, soja, cevada), desenvolvida nas férteis Planícies Centrais Canadenses, o que tornava essa área praticamente uma continuação das regiões agrícolas dos Estados Unidos. Hoje, essas planícies se caracterizam pela especialização em um único tipo de gênero agrícola, geralmente o trigo, e pela alta mecanização. A produção local é controlada por empresas alimentícias norte-americanas e exportada para os Estados Unidos.

O processo de industrialização canadense

A industrialização canadense consolidou-se após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A partir dos anos 1940, a grande diversidade mineral atraiu o capital e empresas dos Estados Unidos que ali se instalaram. A principal região industrial do país fica no Vale do Rio São Lourenço e na porção Sudeste, que faz fronteira com a região Nordeste dos Estados Unidos (a mais industrializada do mundo), onde se destacam as cidades de Toronto, Quebec e Montreal.
As indústrias de alta tecnologia (General Eletric e IBM), automobilística (GM, Ford e Chrysler), petrolífera (Exxon e Texaco), química (Du Pont), siderúrgica (Iron One Company), entre outras, são controladas por empresas norte-americanas. Mais de 70% da produção industrial canadense é exportada para os Estados Unidos e, a partir de 1994, com a assinatura do Nafta, ficou mais evidente a situação do Canadá como "apêndice dos EUA".

SEPARATISMO CIVILIZADO

Como consequência de sua colonização por dois países diferentes, o Canadá possui uma região que reivindica a sua separação do restante do país, fortemente marcado pela influência inglesa. É a província de Quebec, no Vale do São Lourenço, com 85% de população de origem francesa, que representa 28,7% do total dos habitantes do país.
O movimento separatista, não usa atos violentos para divulgar sua causa. As decisões são tomadas por plebiscitos, eleições em que o povo escolhe se quer ser um país independente.
A.comunidade esquimó é formada pelo povo,que já habitava seu território, antes da chegada dos europeus colonizadores.

Japão

OJapão só abriu sua economia para o Ocidente e para o mundo após o início do longo reinado da dinastia Meiji, que se estendeu de 1868 a 1912 e foi fundamental para que o país iniciasse seu processo de industrialização.

A Era Meiji (1868-1912)

O período marcado pela abertura econômica do Japão para o Ocidente ficou conhecido pelo nome da dinastia que o governou. Os imperadores Meiji preocuparam-se com medidas que foram fundamentais para a industrialização e modernização do país. Entre elas, podemos destacar: • a criação de infra-estrutura, como ferrovias e:
- a instalação de indústrias de bens de produção;
- grandes investimentos na educação do povo para obter mão-de-obra preparada para desenvolver a nova atividade;
- os investimentos feitos na indústria pêlos grupos familiares, os Zaibatsus, que se tornariam posteriormente grandes conglomerados;
- a adoção do xintoísmo, religião que fazia do imperador chefe sagrado do Estado, ajudou a incentivar o povo japonês ao culto à disciplina, que é uma das principais características desse povo.

O imperialismo japonês

Com um território pequeno - o Japão é um arquipélago vulcânico - e pouco favorecido do ponto de vista mineral e energético, o país iniciou sua expansão imperialista na Ásia, em parte para suprir essa deficiência. As principais áreas ocupadas pêlos japoneses foram:
- Coréia e Taiwan (1895);
- Manchúria, no norte da China (1931), e Norte
- península da Indochina (1941);
- ilhas do Pacífico, como Iwo Jima, Marianas, Carolinas, Palau (na Segunda Guerra).

A reconstrução pós-guerra

A participação e a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial custaram-lhe não só os territórios conquistados desde o século XIX, como a destruição da economia do país.
Mesmo arrasado, após o fim do conflito (1945), o Japão tornou-se a segunda potência econômica mundial. Como isso foi possível? Podemos explicar essa recuperação, chamada de "milagre japonês", por uma série de fatores que permitiram a reestruturação econômica do país:
- Os Estados Unidos investiram capitais na reconstrução japonesa com medo da influência chinesa que adotara o regime socialista em 1949. A ajuda americana recebeu o nome de Plano Colombo, que correspondeu ao que o Plano Marshall significou para a reconstrução dos países europeus.
- Mais uma vez o Japão investiu maciçamente na educação da população.
- Já existia tecnologia fabril desde a Era Meiji e a presença dessa mão-de-obra qualificada, numerosa e mais barata que a européia ou norte-americana, facilitou a reestruturação econômica e industrial do Japão.
- As indústrias bélicas (proibidas pêlos Estados Unidos após a Guerra da Coréia) transformaram-se em indústrias de alta tecnologia, como a de instrumentos ópticos e fotográficos. Essa desmilitarização foi benéfica porque canalizou capitais para outros setores.
- O governo privilegiou e incentivou as exportações de produtos industrializados.
- Os fatores culturais, isto é, as fortes tradições, como a obediência, a dedicação ao trabalho coletivo e a disciplina, também contribuíram para essa vertiginosa ascensão.

A segunda economia do mundo

Esse conjunto de fatores permitiu a transição de um país arrasado pela Segunda Guerra a um forte concorrente dos Estados Unidos e em país de grande superavit comercial, pois sempre portou mais do que importou. Lembre-se de que natureza desproveu o território japonês de recursos minerais, tornando-o um grande importador de praticamente todos os minerais que utiliza em sua versificada indústria e que posteriormente os exportam, transformados em automóveis, máquinas, navios eletrônicos, entre outros.
Alguns ramos industriais ocupam a primeira posição mundial, como a indústria naval, a produção de aço (siderurgia) e de seda (têxtil). O Japão ocupa o segundo lugar na produção de automóveis, alimentos, metalurgia, máquinas elétricas, máquinas e elétricas (os Estados Unidos estão em primeiro lugar e a terceira posição mundial na produção três colocando-se depois dos Estados Unidos e da Itália.
Aproximadamente a metade da exporta» mundial de eletroeletrônicos e eletrodomésticos é origem japonesa e mais da metade dos robôs es instalados na indústria japonesa. A tecnologia de robôs foi criada pêlos Estados Unidos e aprimoradas pelo Japão.
Grandes grupos industriais, bancários e comerciais japoneses estão entre as maiores corporações mundiais, como os grupos Mitsui, Mitsubishi, Toyota Motor Company, Nippon Telegrapl Telephone, Nissan Motor, entre outros.
O capital japonês foi o maior responsável p transformação de nações asiáticas, como Cingapura, Coréia do Sul, Taiwan e Hong Kong, em plataforma de exportação, a partir da década de 1960.
O litoral leste da ilha de Honshu concentra maior parte da população, das indústrias e a ma megalópole mundial, formada pelas cidades Tóquio, Yokohama, Nagoya e Osaka. A falta de paço, pois aproximadamente 80% do país é montanhoso, tem provocado o aterro de partes do litoral onde são construídos desde aeroportos (baía de O ka) até indústrias.
Atualmente, o Japão atravessa uma séria crise que preocupa a economia internacional pelo fato de esse país ser um grande investidor de capitais e um grande importador-exportador mundial. Essa crise veio após a profunda recessão da economia japonesa na década de 1990 e da concorrência dos produtos manufaturados da Coréia do Sul e dos demais "tigres asiáticos". O aumento do desemprego estrutural (ocasionado pêlos avanços tecnológicos), ã crise no sistema bancário e o menor crescimento do PIB japonês foram as principais consequências desses problemas.

Itália e Alemanha

Somente no fim do século XIX, Itália e Alemanha se consolidaram como Estados Nacionais, o que explica a entrada tardia desses países na corrida industrial e imperialista dos séculos XIX e XX. O processo de unificação italiana se completou em 1870, e o alemão em 1871. Só depois de organizados politicamente, Itália e Alemanha iniciaram seu processo de industrialização.
Embora perdedores de duas guerras mundiais, lutando do mesmo lado, os dois países tiveram trajetórias diferentes. A Alemanha foi dividida, viveu sob o regime comunista em sua parte oriental e perdeu territórios nas duas guerras. Começa o século XXI reunificada e com o PIB mais alto da União Européia.

Itália
Como dissemos, a industrialização italiana começou no fim do século XIX, após a unificação da Península Itálica. A principal diferença entre a Itália e as outras três potências colonialistas européias (França, Alemanha e Reino Unido) estava no fato de o território italiano ser pobre em recursos minerais. Por outro lado, a Itália, por ter entrado tardiamente na disputa pelas colônias da época, não se beneficiou de um império colonial que abastecesse o país de matérias-primas ou funcionasse como mercado para seus produtos. Perdedor de duas guerras mundiais, o país teve sua economia destruída pelo segundo desses conflitos.

A industrialização após a Segunda Guerra

Beneficiada pelo Plano Marshall, a economia italiana foi reconstruída nas décadas de 1950 e 1960, também favorecida pela participação na criação da Comunidade Econômica Européia, embrião da atual União Européia.
Apesar dos esforços do governo, que participou da reconstrução da economia como empresário e planejador, as indústrias italianas concentraram-se no Norte do país (Piemonte e Lombardia). O Sul, de estruturas tradicionais, marcadamente agrícola, contrasta fortemente com o Norte industrializado. Uma das maiores preocupações dos dirigentes italianos, nas últimas décadas, tem sido diminuir as desigualdades regionais (Norte/Sul), através de incentivos para a instalação de indústrias no Sul do país (Mezzogiorno).
Pobre em combustíveis fósseis, a Itália aproveita a energia hidrelétrica de rios que nascem nos Alpes e importa petróleo e gás natural de países do Norte da África e do Oriente Médio.
A principal região industrial italiana é o "triângulo" Milão-Turim-Gênova, no Norte do país, onde também se destacam as cidades de Trieste, Bolonha e Parma. No Sul, existem pólos industriais em Nápoles, Bari, Brindisi, Tarento, na Sicília e na Sardenha.
O parque industrial italiano é bastante diversificado, sendo famosas as marcas Fiat (automóveis), Parmalat (laticínios), Olivetti (eletrônicos), Pirelli (produtos químicos), sem falar nas grifes da moda atual (Benetton, Armani, Gucci, Versace).
Devido à participação ativa do Estado na reconstrução da Itália pós-guerra, é grande o número de empresas estatais nos setores básicos da economia, como siderurgia e transportes, embora algumas dessas empresas estejam sendo privatizadas.

Alemanha

Unificada em 1871, a Alemanha sempre foi uma potência bélica e com tendências a expandir seus domínios no continente europeu. Além disso, tentou disputar a posse dos impérios coloniais formados por França e Inglaterra, na África. Essa enorme ambição levou o país a conflitos em 1914-1918 (Primeira Guerra) e em 1939-1945 (Segunda Guerra), dos quais saiu derrotado e humilhado. Essas derrotas resultaram em perda de territórios e na destruição do parque industrial alemão. Entretanto a maior das punições foi a divisão do país após a Segunda Guerra.

O crescimento rápido no século XIX

Apesar de ter se industrializado um século depois da França e do Reino Unido, a Alemanha já tinha superado essas nações no fim do século XIX e liderava, com os Estados Unidos, a introdução das modernas tecnologias que caracterizaram a Segunda Revolução Industrial.
Desde o início, a região industrial alemã se formou na bacia dos rios Reno e Ruhr. O primeiro é a via de ligação do país com o mar do Norte; no segundo havia as ricas minas de carvão que atraíram indústrias para a região.

A reconstrução após 1945

Para compreender melhor a reconstrução da Alemanha destruída pela guerra, é preciso levar em consideração que, de 1949 até 1990, existiram duas Milão, localizada no Norte, é a segunda cidade mais populosa da Itália, após Roma. A capital da Lombardia é o maior centro industrial e a capital econômica do país.

Alemanhas.

Eram dois países diferentes, um de regime socialista e economia planificada (Alemanha Oriental) e outro integrante do mundo capitalista (Alemanha Ocidental). Enquanto a Alemanha Oriental se perdia na burocracia e no atraso tecnológico da economia planificada, a Alemanha Ocidental reerguia sua economia com a ajuda do Plano Marshall e participava da criação da Comunidade Econômica Européia, tornando-se a terceira potência do mundo capitalista.

A DIVISÃO DA ALEMANHA

As duas Alemanhas passaram quarenta anos em "mundos" diferentes. Reconheceram-se mutuamente na ONU na década de 1970, mas competiam em Olimpíadas e Copas do Mundo com equipes próprias. Amigos e parentes viviam separados arbitrariamente, desde 1961, pelo Muro de Berlim, que só seria derrubado em 1990. Compare alguns dados sobre as duas Alemanhas.
A reunificação alemã aconteceu em 3 de outubro de 1990, quase um ano após a queda do Muro de Berlim. O líder da Alemanha Ocidental, Helmut Kohl negociou a unificação com Mikhail Gorbachev (líder da URSS) e George Bush (então presidente dos Estados Unidos), apesar da oposição do Reino Unido e da França, que temiam a nova ascensão da potência européia mais beligerante do século XX.
Mesmo estando entre as economias mais fortes do mundo, a nova Alemanha enfrentou e enfrenta ainda grandes problemas de ajustamento e adaptação. Não se pode esquecer que os dois países, durante quarenta anos, seguiram orientações econômicas opostas e que a Alemanha Ocidental pagou as contas da unificação, ou seja, teve de investir muito dinheiro para levantar a economia da Alemanha Oriental.
Veja a seguir os principais problemas ocorridos no processo de reunificação das duas Alemanhas:
• O baixo nível tecnológico das indústrias orientais levou à falência inúmeras fábricas que não aguentaram a concorrência com as empresas ocidentais.
• A falência dessas indústrias agravou o problema do desemprego. A competição no mercado de trabalho acabou por opor alemães-ocidentais e alemães-orientais.
- Apesar da alegria do reencontro com amigos e parentes depois de tantos anos, não é fácil a convivência entre alemães do Oeste e do Leste. Os dois países tinham ideologias muito diferentes para que houvesse uma imediata identidade de idéias, costumes e modo de vida, entre as populações de ambos os lados.
• As diferenças entre o lado oriental e o ocidental, apesar dos maciços investimentos na reunificação, ainda são grandes. O índice de desemprego no Leste é quase três vezes o da antiga Alemanha Ocidental.
Entretanto resultados positivos têm sido obtidos com o crescimento econômico de áreas da antiga Alemanha Oriental.

As regiões industriais da Alemanha

A área mais industrializada do país continua sendo a Renânia, situada na confluência dos rios
Reno e Ruhr. Essa região forma a megalópole Reno-Ruhr, que reúne cidades como Colônia, Essen, Dort-mund, Düsseldorf e outras. Aí encontramos vários ramos industriais, como o siderúrgico, o automobilístico, o petroquímico, o de mecânica de precisão, o eletroeletrônico e o bélico.
Alguns centros isolados têm importância por sediarem fábricas de grandes transnacionais:
• Em Stuttgart está o grupo Daimler-Benz (automóveis).
• Em Munique, a Bayer (produtos químicos).
• Em Wolfsburg, a Volkswagen (automóveis).
Outras regiões industriais importantes estão concentradas em torno de cidades, como Frankfurt (mercado financeiro), Hamburgo (principal porto), Bremen, Leipzig e Dresden, as duas últimas na ex-Alemanha Oriental.

Europa - Reino Unido e França

Apesar da supremacia dos Estados Unidos, a nova ordem mundial conta com outros pólos econômicos significativos. Podemos verificar que, com exceção da Austrália e da Nova Zelândia, os demais países que estudaremos a partir deste capítulo fazem parte do G-7 e devem seu desenvolvimento econômico principalmente ao fato de terem tido condições de realizar a Revolução Industrial, entre os séculos XVIII e XIX. São eles: Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Canadá, Japão e Estados Unidos.

Reino Unido

O pioneiro da indústria, atividade que mudou radicalmente a economia do mundo, foi o Reino Unido. Localizado no Noroeste da Europa e formado pela Grã-Bretanha {Inglaterra, País de Gales, Escócia) e Irlanda do Norte, o Reino Unido já foi o centro do maior império colonial do mundo. Principal potência mundial até o final da Segunda Guerra, o país apresenta hoje o quinto PIB do planeta e o terceiro da Europa, perdendo para a França e a Alemanha, nesse continente.
As condições iniciais
Condições econômicas (acumulação de capital no mercantilismo), políticas (controle do Estado pela burguesia), técnicas (invenção da máquina a vapor) e recursos naturais (jazidas de carvão) permitiram ao Reino Unido realizar a Revolução Industrial, processo que alterou profundamente a economia mundial a partir do século XVIII.

O império colonial e as "regiões negras"

O êxodo rural e o crescimento das cidades vieram como consequência das indústrias que, a princípio, se localizaram próximo às jazidas de carvão e aos portos. Por esse motivo, essas áreas eram chamadas de "regiões negras", numa alusão ao pó do carvão que deixava tudo escuro. As principais "regiões negras" eram Yorkshire, Lancashíre, Midlands, País de Gales e Glasgow. Os tipos de indústria mais encontrados eram â siderúrgica, a têxtil, a naval e a de material ferroviário. A necessidade de matéria-prima e a busca de novos mercados levaram à formação do Império Britânico, no qual, dizia-se, "o sol nunca se punha", tal era a sua extensão.

A evolução da distribuição da indústria

Após duas guerras mundiais e depois de ter o grande império reduzido a algumas pequenas ilhas espalhadas pelo mundo, muita coisa mudou no Reino Unido. O país só ingressou na Comunidade Econômica Européia em 1973 e não se beneficiou das vantagens que a associação proporcionou a seus membros desde sua criação em 1957.
O declínio do carvão como fonte de energia, bem como o esgotamento das jazidas desse recurso
mineral, a era do petróleo e a necessidade de novas tecnologias foram essenciais para mudar a situação e a distribuição das indústrias no país.
As tradicionais "regiões negras" foram as que sofreram a maior decadência nos últimos tempos. Fechamento de indústrias, desemprego e o êxodo da população são alguns dos problemas que atingem essas áreas. Setores como o têxtil, o naval e o siderúrgico se enfraqueceram, mas surgiram outros, como o petroquímico, o biotecnológico, o aeronáutico e o eletrônico, que têm atingido notável dinamismo. As novas indústrias procuraram outras áreas para se estabelecer.
Atualmente, as mais importantes regiões industriais inglesas são as áreas metropolitanas de Londres e de Birmingham. Londres sempre foi uma importante região industrial. Facilidades como oferta de mão-de-obra, existência de um mercado consumidor, excelente rede de transportes (rodoviário, ferroviário e fluvial) atraíram as indústrias para a capital londrina desde o início da Revolução Industrial. Com um parque industrial diversificado (indústrias automobilísticas, químicas, farmacêuticas, mecânicas), Londres é sem dúvida o principal centro industrial britânico.
Nessa nova fase industrial do Reino Unido, a cidade de Birmingham ultrapassou centros como Liverpool e Glasgow. Muita variedade e dinamismo

Londres, capital do Reino Unido e uma das três mais populosas cidades européias, e um importante centro cultural, comercial e financeiro do mundo.

Da torça da "Dama de Ferro"ao charme de Tony Blair

Não se pode esquecer que, em 1979, o Reino Unido foi o primeiro país desenvolvido a adotar o neoliberalismo, no governo da primeira-ministra Margareth Thatcher. Como consequência da nova política, na década de 1980, grande parte das empresas públicas foi privatizada. Também o desemprego e a pobreza aumentaram no país. Entretanto a descoberta de petróleo na plataforma continental do mar do Norte deu novo alento à economia do Reino Unido. Margareth Thatcher renunciou em 1990, sendo substituída por John Major, que enfrentou problemas com a Irlanda do Norte e com a doença da "vaca louca", que atingiu o rebanho britânico em 1996.
No poder desde 1997,depois de anos de governo dos conservadores, e reeleito em 2001, o trabalhista Tony Blair aprofundou e ampliou as reformas de Margareth Thatcher. Garantiu, mediante lei, a independência do Banco Central britânico e estabeleceu uma disciplina fiscal rigorosa, mantendo os impostos como os mais baixos da Europa. O apoio à empresa privada favoreceu o crescimento do mercado de trabalho, reduzindo o desemprego para 4,5%, uma das taxas mais baixas do mundo. Entretanto o Reino Unido ainda enfrenta problemas como a doença da "vaca louca", que atingiu os rebanhos do país, e crises nos setores da saúde, da segurança e educacional -médicos, policiais e professores protestam por melhores condições de trabalho e por melhores salários. Como líder do Reino Unido, o primeiro-ministro tem tido uma participação ativa na luta contra o terrorismo, após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Na política interna, destacou-se por conseguir os acordos de paz na Irlanda do Norte

França

Rival secular do Reino Unido na Europa, a França, também detentora de um vasto império colonial no passado, apresenta-se na atualidade em melhor posição no ranking dos PIBs e das rendas per capita das maiores economias do mundo.

A INDÚSTRIA E RECURSOS MINERAIS NA FRANÇA

Principal Indústria Química Automobilística Mecânica de bebidas metalúrgica têxtil eletrônica
Os fatores iniciais
A França iniciou sua industrialização após a Revolução Francesa, que colocou a burguesia no poder nos últimos anos do século XVIII (1789). Entretanto só consolidou sua revolução industrial no século XIX, quando conheceu a estabilidade política que chegou depois dos anos conturbados que sucederam a revolução liberal.
As jazidas de carvão mineral determinaram a localização da indústria francesa nos seus primeiros tempos, quando se destacavam as regiões da Alsácia e da Lorena.

A economia francesa após a Segunda Guerra.

Com as mudanças estabelecidas no decorrer do tempo, hoje outros combustíveis são utilizados na França e a distribuição espacial da indústria no país ficou bem diferente, como você pode verificar no mapa ao lado.
Após a Segunda Guerra, a França foi beneficiada pelo Plano Marshall e participou da criação da CEE (Comunidade Econômica Européia), o que permitiu uma rápida recuperação de sua economia, muito afetada pêlos anos de conflitos em seu território.

As regiões industriais francesas

A principal região industrial da França localiza-se na área metropolitana de Paris. A "cidade-luz" - centro político, cultural e econômico - do país. Possui um parque industrial muito variado, que reúne desde o mundo da alta-costura, perfumes e cosméticos, até aviões, automóveis, produtos farmacêuticos e inúmeros outros tipos de indústria.
A França conta com quarenta tecnopolos , entre os quais Lyon (indústrias química e têxtil}, Toulouse (aviões), Nantes (indústrias químicas).
Os principais portos franceses são: Marselha, no mar Mediterrâneo, e Lê Havre, no oceano Atlântico.

Recursos minerais e fontes de energia

Quanto às fontes de energia, a França importa do Oriente Médio e da África do Norte quase todo o petróleo de que necessita. O gás natural é explorado nos Pireneus e as minas de carvão estão praticamente esgotadas. A França tem o maior índice de utilização de energia nuclear do mundo. As hidrelétricas são construídas em rios que descem dos Alpes, dos Pireneus e do Maciço Central Francês. Entre os minérios, destaca-se a bauxita (minério de alumínio), explorada na Provença (Lês Baux) e que alimenta importante indústria metalúrgica.

A França, na atualidade

A França, que disputa com a Alemanha a liderança na UE, é um dos países mais industrializados do mundo. Além disso, é importante potência nuclear. Até 1996, realizou testes na Polinésia Francesa, quando foi obrigada a interrompê-los, sob forte pressão da comunidade internacional.
É o país onde o Estado tem maior participação na economia. Com um governo socialista desde 1997, a França enfrenta problemas comuns na Europa, como desemprego, imigração ilegal e envelhecimento da população.
A intervenção do Estado tem sido fundamental para diminuir a taxa de desemprego, através de planos de criação de postos de trabalho, além de incentivar a fusão de empresas para enfrentar o mundo globalizado. Em 2000, em consequência dessa política governamental, o PIB francês cresceu 3,5% e o desemprego, que era de 12,5% em 1997, caiu para 9,6%.
Seu maior problema político tem sido o separatismo da ilha de Córsega, mas um plano de autonomia para a ilha parece ter provocado uma trégua dos separatistas.
O país mantém um departamento ultramarino, na América do Sul, a Guiana Francesa, que abriga desde 1998 uma base de lançamento de foguetes, o Centro Espacial de Kourou, pertencente à Agência Espacial Européia. Outros departamentos de ultramar são Guadalupe e Martinica, no mar do Caribe, e Reunião, no oceano Indico.

África dos Flagelados

O que vemos na África?
Guerras civis, aids e, mais do que tudo, exclusão social, tecnológica e econômica no mundo globalizado. Os países com os 28 piores IDHs no Relatório do desenvolvimento humano 2001, da ONU, são africanos e comprovam essa exclusão.
Até a África do Sul, classificada como país subdesenvolvido industrializado, com os melhores indicadores socioeconômicos da África Sub-saariana, regrediu na classificação da ONU em 2001, passando de um 1DH. A principal causa dessa regressão é a existência de 4,2 milhões de indivíduos portadores do vírus HIV (soropositivos), o que baixou a expectativa de vida, no país, de 60 para 53 anos.
A África tem apenas dois países com alto-médio IDH: Líbia (0,770) e África do Sul (0,702). Não há nenhum país na faixa de alto IDH (0,800 a l ,0). Quatro países têm médio-médio IDH e dez estão na faixa
de baixo-médio IDH (0,500 a 0,599). Os demais estão abaixo de 0,499, índice que limita a faixa dos piores IDHs do mundo.
Quais seriam os motivos que levaram a África a essa situação de miséria e desalento? Podemos apontar vários, mas, sem dúvida, a forma como os colonizadores europeus se apropriaram do continente foi a principal causadora das mazelas africanas.
Você notou como as fronteiras dos países africanos são quase sempre retas, formando figuras geométricas?
Elas são o resultado da maneira que as potências coloniais européias (França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha e outras) encontraram para "partilhar" a África entre si na época do imperialismo. A forma como se deu a administração das colônias através da exploração dos recursos minerais, do afastamento da população nativa das funções administrativas da colônia e, principalmente, do desrespeito à separação dos territórios tribais trouxe sérias consequências para o continente. Como a descolonização africana se deu durante o período da guerra fria, o continente sofreu inúmeros conflitos originados da disputa de capitalistas e socialistas pêlos novos países que se libertavam do domínio colonial.
Como consequência desse passado de dominação e exploração, ao qual podemos acrescentar a transferência compulsória de populações africanas para a América, na época do colonialismo (séculos XVI e XVII), a África chega ao século XXI como o continente mais pobre do planeta.
Os progressos da tecnologia e da medicina, que melhoram a qualidade e a expectativa de vida das sociedades de outros países, não atingem a grande maioria dos africanos.

África do Norte e África Sub-saariana

A própria natureza encarregou-se de separar, dentro do continente africano, duas porções com características distintas: o deserto do Saara isola a África do Norte da África Sub-saariana, embora ocupe áreas de ambas as partes. O Saara tem como limite meridional uma extensa área atingida por um intenso processo de desertificação — o Sahel —, que vem ampliando sua extensão nos últimos anos.

África Sub-saariana

A África Sub-saariana é composta de países localizados ao sul do deserto do Saara ou na sua porção meridional, denominada Safei.
A situação da África Sub-saariana é alarmante: Fome, guerras, escravidão, prostituição infantil e a disseminação da aids são males que vêm penalizando essa porção do continente africano e para os quais o mundo desenvolvido não está preocupado em encontrar soluções.
Até a natureza parece castigar a África — enchentes devastam países como Moçambique; secas duradouras agravam a f orne na Etiópia e na Eritréia. Além disso, grande parte do continente é desértico ou coberto por florestas. A miséria e a exclusão social são responsáveis pelas altas taxas de mortalidade infantil registradas na África. Por outro lado, a mesma natureza deu à África grande quantidade de ouro, diamante, urânio, petróleo, cobre e outras riquezas minerais que, porém, não foram usufruídas pêlos próprios africanos, proprietários por direito dessas riquezas.
Abandonados pelas grandes potências no fim da guerra fria, os países africanos estão praticamente fora da DIT da globalização, pois não representam mercado de consumo e fornecem produtos primários com baixos preços no mercado mundial. Reféns do FMI e do Banco Mundial, como consequência de endividamento nos anos 1980, os países africanos passaram da dependência das potências que os colonizaram para o domínio dos organismos financeiros internacionais.
Na prática, podemos afirmar com certeza que a independência política não beneficiou os países da África Sub-saariana, que, na maioria das vezes, passaram a ser governados por ditaduras repletas de problemas, como o forte esquema de corrupção.

Miséria, guerra e aids

"Por ser um continente tão subdesenvolvido, a África não pode fazer mais do que sobreviver e, como não pode senão sobreviver, é cada vez mais subdesenvolvida, isso se tornou um ciclo vicioso."
Alguns dados da ONU mostram a dura realidade da região: a expectativa média de vida é de 53 anos; apenas 0,3% da terra arável é cultivada; mais de 3,5 milhões de pessoas fogem de guerras ou da seca; nas guerras civis existem mais de 200 mil "soldados-crianças"; 18 milhões de minas terrestres se espalham pelo continente, que tem pelo menos 26 milhões de pessoas contaminadas pelo HFV.
Dona do mais alto IDH da região, a África do Sul tem o maior número de pessoas contaminadas do mundo. A aids, que até 2010 deverá reduzir em 17% o PIB desse país, já deixou 2 milhões de órfãos em outros países, como Botsuana, Zimbábue, Namíbia e Zâmbia, onde mais de 15% da população está contaminada pelo HIV.

Desnutrição crônica Carência alimentar

Outro flagelo da região são as guerras civis. Golpes de Estado, rivalidades tribais, luta pelas riquezas minerais, vale tudo para explicar os conflitos africanos. A divisão artificial do continente pêlos europeus, que reuniu tribos rivais em um mesmo país.

África do Norte

Banhada pelo mar Mediterrâneo, ao norte, e profundamente marcada, na sua porção meridional, pelo deserto do Saara, estende-se uma África muito diferente da porção sub-saaríana. Uma população predominantemente árabe e a religião islâmica são as suas características mais marcantes. E a África do Norte, que reúne Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos, Saara Ocidental e Mauritânia. Seus indicadores são melhores do que os da África Sub-saariana e não estão entre os mais baixos do mundo. Apenas a Mauritânia, com 0,437, possui IDH baixo (até 0,499).
Marrocos, Tunísia e Argélia representam o extremo ocidental do mundo árabe. Daí a região ser conhecida como Magreb, palavra árabe que significa poente.
Os montes Atlas marcam geograficamente a região, que também é atravessada pelo trópico de Câncer. O ponto mais próximo entre Europa e África está na costa marroquina e é uma região de tensão por causa da imigração ilegal. A população 'de origem berbere, nômade ou não, constitui o principal grupo étnico dos habitantes do Magreb. A exploração de riquezas minerais e o turismo são as principais atividades econômicas dos países dessa região.
Conheça algumas particularidades dos países do Magreb:
• A Tunísia é o mais liberal dos países árabes, principalmente em relação às mulheres, que possuem direitos civis, como o voto, e não usam o tradicional véu sobre o rosto.
• Argélia e Marrocos são produtores de petróleo, sendo o Marrocos também o maior produtor mundial de fosfato.
• A Líbia, país extremamente desértico, tem como principal riqueza o petróleo. Sofreu sanções da ONU porque o seu polêmico ditador, Muamar Al Kadafi, negou-se a entregar os terroristas líbios responsáveis pela queda de um avião na Escócia, em 1998. Nos últimos tempos, apesar de ter sempre apoiado e financiado revoluções e organizações terroristas, o velho líder, no poder desde 1969, parece querer ser aceito no mundo civilizado, tomando atitudes como permitir que terroristas líbios fossem julgados pêlos seus crimes em tribunais internacionais.
O Egito é o país mais industrializado da África do Norte. Politicamente sempre esteve ligado ao Oriente Médio, tendo lutado durante muito tempo ao lado dos palestinos contra o Estado de Israel.
O terrorismo fundamentalista islâmico tem sido um grande problema na região, principalmente na Argélia e no Egito.

Américas Latina

Por que será que ainda persiste a idéia de que a América Latina é formada por "repúblicas de bananas"?
Esta é a forma com que alguns países desenvolvidos se referem à parte menos desenvolvida da América.
A vice-campeã da pobreza
Essa situação coloca a porção latina do continente americano apenas à frente da África.
Além disso, a concentração de renda aumentou nos últimos dez anos em todos os países da América Latina, o que contribuiu muito para que houvesse um crescimento acentuado do número de pessoas que vivem no patamar de miséria - segundo o BID, 170 milhões de pessoas vivem com menos de 2 dólares por dia. A renda per capita da região cresceu apenas 1,5% na década de 1990.
Outros pontos negativos levantados pelo BID em seu relatório são o aumento do emprego informal nos países da América Latina e a pequena mudança no perfil de suas exportações, permanecendo como principais produtos os recursos minerais e agrícolas.

O perfil da América Latina na década de 1990

A Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) levantou em seu documento Programa social da América Latina 2000(2001 os principais problemas da região, durante a última década do século XX. Veja algumas das observações marcantes da Cepal:
• Os índices de concentração de renda nos países latino-americanos não só se mantiveram elevados como aumentaram de modo geral. Esse fato só vem agravar a situação de pobreza da população. Uruguai, Costa Rica, Venezuela e República Dominicana são os países que apresentam o menor índice de concentração de renda, enquanto o Brasil é o campeão absoluto, com o índice mais elevado, seguido da Bolívia e da Nicarágua.
• As crises econômicas que se sucederam na região e a recessão subsequente diminuíram o ritmo do crescimento econômico, o que agravou a concentração de renda e o aumento da pobreza.
Os indicadores sociais (educação e saúde) são contraditórios em relação ao conjunto das condições econômicas. Muitos países, como, por exemplo, o Brasil, conseguiram reduzir a porcentagem de pobreza absoluta. Isso quer dizer que, aproveitando os recursos de períodos favoráveis durante a década de 1990, algumas nações reduziram índices como analfabetismo e mortalidade infantil, mas não conseguiram melhorar a distribuição de renda entre toda a população.
A dívida externa
Outro grande problema dessas economias foi o alto custo do pagamento da dívida externa, dinheiro que poderia ser utilizado para melhorar o bem-estar das populações. Observe a tabela 2 com números que revelam gastos com dívida externa.

O paraíso das drogas

O narcotráfico é um grave fator desestabiliza-dor da estrutura econômica e social dos países latino americanos - afeta não só a qualidade de vida das pessoas, aumentando a violência e a insegurança, como abala as instituições governamentais que procuram impedi-lo. A região concentra quase toda a produção mundial de coca, a base para se obter a cocaína. As áreas de maior produção estão na Colômbia, no Peru e na Bolívia. Além disso, essas mesmas áreas fornecem maconha tanto para consumo interno como para o tráfico mundial. Veja, na tabela 3, dados sobre o cultivo de drogas nesses países.
A economia do narcotráfico envolve desde os grandes cartéis, como os colombianos de Cali e Medellín, até os micro traficantes que agem diretamente com o consumidor local.

O consumo de drogas

Embora drogas lícitas, como o álcool e o tabaco, sejam as mais consumidas na América Latina, entre as ilícitas destacam-se a maconha, a pasta base da cocaína e o craque. Essas drogas geram grandes problemas sociais, afetando pessoas de todos os níveis socioeconômicos.

As rotas do tráfico de drogas

O tráfico de drogas criou uma perigosa economia paralela, com empregos diretos e indiretos em atividades usadas como "lavagem" de dinheiro do narcotráfico. Em escala local, tem aumentado muito o número de mulheres e jovens de baixa renda que trabalham diretamente com o consumidor. A atividade também favorece a corrupção de funcionários do governo, muitas vezes encarregados de coibi-la
Calcula-se que o narcotráfico movimente cerca de 500 milhões de dólares por ano. A metade da produção de drogas da América do Sul passa pelo Caribe, destinando-se aos Estados Unidos (3 5%) e à Europa (65%).
A Colômbia possui litoral tanto no Atlântico como no Pacífico, o que facilita a conexão das rotas do narcotráfico com os países europeus, africanos, asiáticos e da Oceania.
Para agilizar a distribuição, porém, existem rotas que passam por vários países da América do Sul, como Argentina, Brasil, Chile e Venezuela. O Brasil aparece como o mais importante no que diz respeito à quantidade de drogas exportadas para diversas partes do mundo.

Latinos, mas não Iguais

Apesar desses pontos comuns quanto à situação socioeconômica, o conjunto de países que se estende ao sul do rio Grande (fronteira natural entre Estados Unidos e México) apresenta diferenças que nos permitem agrupá-los em grandes conjuntos regionais.
A denominação América Latina vem do fato de esses países, com exceção das Guianas e de algumas ilhas do Caribe, terem sido ocupados e explorados, do século XVI ao XIX, por portugueses e espanhóis, povos de origem latina.

Uma divisão não geográfica

Em uma maneira clássica podemos dividir a América Latina em porções bem definidas geograficamente;
- América Central e Guianas;
- América do Sul, onde podemos distinguir três conjuntos –América Andina, América Platina e Brasil.
- América Central e Guianas
Nessa área podemos destacar a América Central, formada pêlos países do istmo, que liga a América do Norte à América do Sul, e pelas ilhas do mar do Caribe, além das três Guianas situadas na América do Sul.

PARAÍSOS FISCAIS

Na região do Caribe, as ilhas Cayman, Bahamas, Turks e Calcos, entre outras, recebem altíssimos depósitos bancários em contas de empresas fantasmas, isto é, empresas que fazem movimentação financeira ilegal, originária do tráfico de drogas, cassinos, prostituição, contrabando ou desvios de governos ditatoriais. Essas contas fantasmas estão protegidas por um rigoroso sigilo bancário, por isso a denominação paraísos fiscais.
Do ponto de vista econômico, são países subordinados ao capital norte americano desde os tempos da Doutrina Monroe, política estabelecida pêlos Estados Unidos em relação aos demais países da América, para garantir essa dependência.
A agricultura é a principal atividade econômica e emprega a maior parte da população ativa. Banana, abacaxi e cana-de-açúcar, cultivados em sistema de plantation com vistas à exportação, são os principais produtos agrícolas dessas regiões.
A população é predominantemente de origem indígena, com exceção da Costa Rica, cujos habitantes são brancos, em sua maioria.

As Antilhas

As ilhas do Caribe, conhecidas como Antilhas, são constituídas por um arco montanhoso submarino, a maioria de origem vulcânica e cujos cumes afloram à superfície. Podemos dividi-las em três conjuntos: Bahamas, Grandes Antilhas e Pequenas Antilhas.
Bahamas. Antiga colônia inglesa, localizada próximo à península da Flórida. As Bahamas são uma exceção do ponto de vista geomorfológico, pois se formaram a partir da acumulação de corais, tendo, portanto, origem coralígena.
Grandes Antilhas. Fazem parte desse conjunto Cuba, Jamaica, a ilha de Hispaniola, onde há dois países: República Dominicana e Haiti - e Porto Rico.
Pequenas Antilhas. Agrupam em pequenas ilhas algumas ex-colônias francesas, britânicas e holandesas, como Santa Lúcia e Granada, e outras que ainda pertencem a esses países, como Martinica (França) e Aruba (Holanda).
Nas ilhas, as mais importantes atividades econômicas são o turismo e a agricultura de produtos tropicais (açúcar, algodão, banana, fumo e café). A Jamaica é rica em produtos minerais, como a bauxita e o petróleo.
A região, de privilegiada posição estratégica por ser ponto de passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, possui dois importantes "paraísos fiscais": Bahamas e ilhas Cayman.
Além disso, algumas ilhas, como São Cristóvão e Nevis, concedem bandeira fictícia para navios estrangeiros.

Guianas

Dois países independentes (Suriname e Guiana) e um departamento ultramarino francês (Guiana Francesa) ocupam o Nordeste da América do Sul, mas, por suas características socioeconômicas, são mais

América do Sul

Dois fatores naturais unem e marcam dois grupos de países sul-americanos:
• A cordilheira aos Andes, que se estende na direção norte-sul, por toda a costa da América do Sul banhada pelo oceano Pacífico. Os Andes abrangem terras de seis países: Venezuela, Peru, Chile, Bolívia, Equador e Colômbia.
• A bacia Platina, cujos três rios principais -Paraná, Paraguai e Uruguai - são muito importantes para a economia da Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.

América Andina

As nações andinas têm sua economia baseada na produção e exportação de gêneros primários. Por esse motivo, são dependentes das cotações desses produtos no mercado internacional. Geralmente eles valem pouco em comparação com bens industrializados, o que ajuda a explicar o constante déficit em suas balanças comerciais. Nessa região, encontram-se os três maiores países ligados ao narcotráfico: Colômbia, Peru e Bolívia, apesar de se destacarem na produção mineral - Colômbia (esmeraldas), Peru (prata e cobre), Bolívia (estanho). Dela fazem parte dois importantes produtores de petróleo: a Venezuela (membro da Opep) e o Equador, que se retirou dessa associação na década de 1970.

O Chile destaca-se dos demais países andinos por apresentar maioria de população branca e não de mestiços de indígenas, como todos os demais. Além disso, apresenta os melhores indicadores socioeconômicos e a economia mais forte da área.
É um país rico em cobre (maior produtor mundial), prata e molibdênio. Com uma agricultura diversificada, favorecida pela variedade de climas, é grande produtor e exportador de frutas. Também exporta vinho, madeira e pescado. O Chile está associado ao Mercosul desde 1996. No entanto defende uma maior aproximação com os Estados Unidos (Alça) e participa desde 1994 do bloco econômico da Ásia e do Pacífico (Apec).

América Platina

Drenados pêlos rios da bacia Platina, formada pêlos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, esses países têm como mais forte fator de ligação o Mercosul, bloco econômico que começou a vigorar em 1991. Dele faz parte também o Brasil, que será objeto de estudo na terceira parte deste volume.
Sem saída para o mar, o Paraguai é o país mais pobre do Mercosul. Seu território é parte da rota do tráfico internacional de drogas. É um centro internacional de contrabando, mas tem oficialmente sua base econômica na agricultura, principalmente da soja.
O Uruguai é o país da América Platina que possui o mais alto IDH e indicadores sociais semelhantes aos dos países europeus, como baixa natalidade e baixo analfabetismo. A pecuária (lã e carne) e a agricultura (arroz, cevada, milho e trigo) constituem a base econômica desse país. Muitos gaúchos vivem no Uruguai e trabalham principalmente no setor agropecuário. Mais de 40% da população uruguaia está concentrada na capital, Montevidéu.
A Argentina, que tem uma pequena parte de seu território nos Andes e é bastante marcada pela bacia Platina.